sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo !!!!!



"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." 

(Carlos Drummond de Andrade)



Feliz 2011!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Curso de especialização Gestão Estratégica em Relações Públicas abre inscrições para processo seletivo 2011

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo que possibilitará o ingresso na próxima turma do curso de pós-graduação Especialização Gestão Estratégica em Relações Públicas (EGERP), da Faculdade Batista Brasileira.

O curso reúne o mais qualificado corpo de professores da área do Brasil, contando com nomes como Margarida Kunsch, Fábio França, Maria Aparecida Ferrari, Wilson da Costa Bueno, Cicília Peruzzo, dentre outros importantes nomes da área, para executar o programa mais específico do país, em se tratando de um curso de Relações Públicas em nível de especialização latu sensu.

O curso tem duração mínima de 18 meses. As aulas acontecem apenas um fim de semana por mês até o 15º mês, no campus da Faculdade Batista Brasileira, no Itaigara, atrás do Hotel Fiesta. A carga horária do curso é de 500 horas e o investimento total de R$8.100,00, que pode ser parcelado em até 18 vezes de R$ 450,00 mensais. O início das aulas está previsto para 26 de março de 2011.

Para se inscrever no processo seletivo ou saber mais informações sobre o curso, visite o site oficial, no endereço: www.egerp.com.br

Para falar com o coordenador do curso, Marcello Chamusca, basta enviar um e-mail para o endereço mchamusca@gmail.com ou ligar para os telefones (71) 3484-4930 / 9987-6936.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dia 2 de dezembro

No dia 2 de dezembro, dia nacional das Relações Públicas, o setor de recursos humanos em parceria com a assessoria de comunicação da Seades/Alagoas promove o treinamento: Comunicação Interna como Ferramenta de Gestão. Local:mini-auditório Seades/às 9h.

sábado, 30 de outubro de 2010

O caso Facamp

Créditos: O Cappuccino
Como se não fosse vergonhosa as declarações do Professor da FACAMP, o senhor João Manuel Cardoso de Mello, mais vergonhoso ainda se torna a atitude de tentar ludibriar aqueles que buscam uma retratação após tão lamentável comentário. Ao mudar as declarações dadas em seu site.

Bem mais digno seria se tivessem feito a retratação, buscando se redimir de tal ato.

Pude ter acesso através do blog O Cappuccino que houve uma reunião entre as relações-públicas Dra. Maria José da Costa Oliveira (Veris-ABRP), Ms. Claudia Cilo (Puccamp), Silvana Nader (Veris-Nader Comunicação), Professor Doutor Luiz Alberto de Farias (ECA/USP) com o Prof. Dr. João Manuel Cardoso de Mello, para que ocorresse o dialogo acerca da situação que havia sido criada pelas declarações do Professor da FACAMP, João Manuel Cardoso de Mello. 

Ao que tudo indica o ocorrido foi solucionado e um volume selecionado de material sobre Relações Públicas será enviado ao professor para que ele tome conhecimento da área.

Em 2010 vamos nos mobilizar novamente pelas Relações Públicas em nível internacional



Prezados colegas e mestres: 

O Portal RP-Bahia está propondo que mais uma vez os países irmãos da América Latina se mobilizem no próximo dia 22 de novembro para realizar uma mega-ação em rede em prol das relações públicas, promovendo o DIA LATINO-AMERICANO DE MOBILIZAÇÃO PELA VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO DE RELAÇÕES PÚBLICAS.

A proposta é que se realize mais uma vez um movimento sem caráter político, institucional e personalista. Um movimento democrático, pluralista, multi e interinstitucional, agregador e mobilizador, conforme mandam os preceitos da profissão de Relações Públicas.

A nossa proposta é realizar um movimento de nível internacional, com ações de valorização descentralizadas e eventos autônomos, que fomentem nos estudantes e profissionais de toda a América Latina uma postura cada vez mais pró-ativa, que possa ajudar a combater a percepção de profissão desvalorizada e sem o reconhecimento que a maioria dos estudantes e novos profissionais ainda tem na nossa região.

Convocamos cada um de vocês a estar junto conosco no próximo dia 22 de novembro mobilizados em prol da nossa amada profissão.

Não deixe o seu estado e o seu país fora desse movimento latinoamericano pelas relações públicas. No dia 22 de novembro realize uma ação de valorização ou um evento com o nosso apoio. Mande agora mesmo um e-mail para mchamusca@gmail.com para que possamos inserir a sua ação na nossa programação de divulgação.

Vamos à luta!
Organização Internacional do Movimento



Fonte: http://www.rp-bahia.com.br/22denovembro/index.htm

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E-book "Relações Públicas digitais- O pensamento nacional sobre o processo de relações públicas interfaceado pelas tecnologias digitais"

Para todos aqueles que ainda não tiveram acesso ao E-book "Relações Públicas digitais- O pensamento nacional sobre o processo de relações públicas interfaceado pelas tecnologias digitais", organizado pelos professores Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal, prefaciado pelo professor doutor Wilson da Costa Bueno (UMESP/USP) e posfaciado pelo professor doutor Luiz Alberto de Farias (ABRP-SP/CASPER/USP). Vale a pena ir ao site http://www.rp-bahia.com.br/biblioteca/rpdigitais.htme conferir.

A obra que reúne trabalhos de pesquisadores de todo o país sobre a temática das Relações Públicas Digitais. Possui nove capítulos e mais de 330 páginas, com as contribuições das professoras mestres Carolina Terra (USP), Daiana Stasiak (UFSM) e Judy Tavares (UFAM), do especialista Aurélio Favarin (UEL), dos relações-públicas Laís Bueno e Robson Ferreira, e do acadêmico de relações públicas Mateus Jesus Martins.
 

 

 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O papel das Relações Públicas nas eleições 2010


O profissional de Relações Públicas é a pessoa ideal para trabalhar o marketing político em uma campanha eleitoral, pois é ele o responsável pelo contato estabelecido entre candidatos e eleitores.
Entendemos como marketing político o segmento específico dentro da comunicação mercadológica voltada para o ambiente político que visa estreitar a relação de expectativa de um determinado grupo de pessoas em relação às questões que envolvem seu cotidiano e a materialização da mesma em um candidato a um cargo público no período eleitoral através de suas propostas e projetos.
Por estarmos em ano eleitoral o marketing político eleitoral está em alta, ao traçar seus objetivos relativos a campanha política que se deve desempenhar o profissional de Relações Públicas deve estar atento a alguns cuidados necessários. O Relações Públicas deve agenciar a imagem do candidato e a campanha eleitoral propriamente dita e promover o relacionamento entre o candidato e o eleitor.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O que o marketing digital pode fazer para sua empresa?

A grande mudança da última década está na internet. Somente no Brasil somos 44,5 milhões de internautas ligados as redes, seja em casa ou no trabalho. Essa grande realidade provocou grandes mudanças no mundo coorporativo disponibilizando novas ferramentas de trabalho e meios de comunicação com os clientes.

A cada dia as empresas buscam o Marketing Digital para atrair e estreitar o relacionamento com o público consumidor. Isto é feito através de sites, blogs, canais de buscas, redes sociais.

Muitas empresas se perguntam como planejar o Marketing Digital em meio a tantas tecnologias e novidades. A presença de um profissional capacitado é de fundamental importância nesse processo. Um bom profissional com uma visão de mercado e que esteja antenado com o mundo digital para escolher os melhores veículos para desenvolver as melhores ações de marketing mais adequadas a seus negócios.

A internet te possibilita interagir em tempo real com seu público consumidor, em um curto espaço de tempo o consumidor passa suas vontades e angustias com relação ao produto apresentado pelas empresas.

O mundo digital trouxe muitas facilidades e oportunidades, se tornando um canal bastante fácil, dinâmico e flexível onde o consumidor estabelece uma comunicação direta com as empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte. Onde os consumidores estabelecem uma comunicação com seu fornecedor de troca mutua, ele passa a opinar e dar dicas de como melhorar determinado produto que o próprio fornecedor não havia notado.

Para as pequenas e médias empresas o Marketing Digital é um valioso recurso, pois muitas delas não fazem uso de grandes recursos. E essa ferramenta pode proporcionar a essas empresas um mapeamento sobre percepções de consumidores sobre dados produtos ou serviço.

As mídias digitais vieram para transformar o relacionamento das empresas com seus consumidores e com o mercado. Ao saber a opinião de seus clientes as empresas podem traçar seus objetivos e passos a seguir a partir das informações fornecidas pelos consumidores.

Por Poliana Lima.

domingo, 8 de agosto de 2010

Endomarketing Inteligente

Empresas que contam com colaboradores motivados se tornam mais rentáveis, sólidas e competitivas. Mas como tornar as pessoas engajadas, satisfeitas e realizadas em seu ambiente de trabalho? Este é um dos atuais desafios da área de Recursos Humanos das corporações: promover a motivação e garantir o comprometimento dos indivíduos, mobilizando esforços de atração, engajamento e retenção de talentos. Através de uma proposta dinâmica de autoconhecimento organizacional, o livro “Endomarketing inteligente”, editado pela Dublinense para Daniel Costa, propõe à empresa pensar a si mesma de dentro para fora, reconhecendo suas potencialidades e forças interiores como diferenciais competitivos. Em essência, este conceito sinaliza que a empresa perceba a importância representada pela sua menor fração divisível: o ser humano.

Endomarketing inteligente, de Daniel Costa, será lançado pela Dublinense no dia 11 de agosto de 2010 (quarta-feira) , a partir das 19h, na Livraria Cultura em Porto Alegre. O livro também terá lançamento em São Paulo, que ocorre no dia 17 de agosto (terça-feira).

O livro une os aspectos acadêmicos e práticos do endomarketing, fato que o destaca entre outras obras do gênero, especialmente levando-se em conta que este é um mercado recente, e que apenas há uma década o tema passou a integrar a agenda das principais corporações brasileiras. Partindo de uma sólida fundamentação teórica respaldada por sua vivência acadêmica, Daniel Costa embasa o assunto valendo-se também de experiências empíricas, adquiridas na coordenação de projetos de endomarketing e comunicação interna para grandes empresas de atuação nacional e internacional.

Autor - Daniel Costa formou-se na EA/UFRGS em Administração de Empresas, especializou- se em Gestão de Pessoas e obteve experiência acadêmica no mestrado do PPGA/UFRGS e lecionando em universidades. Ao lado de Camila Lustosa e Parahim Neto, é um dos dirigentes da Santo de Casa :: Endomarketing (www.santodecasa. net), onde atua em gestão, pesquisa, consultoria e planejamento, além de ministrar cursos e palestras sobre o tema em todo Brasil. Reúne experiência em projetos de endomarketing e comunicação interna para empresas de expressão nacional como AES Brasil, Brasil Foods, NET Serviços, Companhia Zaffari, SICREDI, CSN, Renault do Brasil, Thyssenkrupp, Transpetro, REFAP, Grupo RBS, John Deere, Famastil Taurus, entre outras. 

A editoraEndomarketing inteligente é o primeiro livro da Dublinense voltado para o público acadêmico e interessados em áreas específicas do conhecimento técnico e humano. O objetivo é, a partir de agora, desenvolver ainda mais este conjunto de livros direcionados e especializados. A Dublinense foi criada em maio de 2009 e sua linha editorial está direcionada para as literaturas de ficção e de não-ficção. Seus sócios e idealizadores são Gustavo Faraon e Rodrigo Rosp.

A lista completa de pontos-de-venda da Dublinense pode ser consultada no site www.dublinense. com.br

LANÇAMENTO DE ENDOMARKETING INTELIGENTE, com sessão de autógrafos do autor.
PORTO ALEGRE
Data e horário:
11 de agosto de 2010 (quarta), a partir das 19h.
Local: Livraria Cultura – Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, nº 80 – Porto Alegre – RS).

SÃO PAULO
Data e horário:
17 de agosto de 2010 (terça), a partir das 19h30min.
Local: Livraria Cultura – Bourbon Shopping Pompeia (Rua Turiassú, nº 2100 – São Paulo – SP).

Preço: R$ 42,00 (exemplar) / Formato: 15 x 23 cm / 144 páginas.


Fonte:
Rodrigo Cogo rodrigo@mundorp.com.br


HappyHouseBrasil promove curso sobre Endomarketing

Encontro é destinado a profissionais das áreas de Recursos Humanos, Comunicação Corporativa e Marketing

Através do programa ‘Academia’, que oferece treinamentos, seminários e palestras, a agência HappyHouseBrasil promove o curso ‘Como pensar e fazer Endomarketing: Do posicionamento interno ao planejamento estrutural e criativo’. Com apresentação de cases, o encontro é destinado a profissionais das áreas de Recursos Humanos, Comunicação Corporativa e Marketing. Com a ideia de percorrer os caminhos que transformam a Comunicação Interna em uma aliada fundamental da gestão empresarial, o evento acontece no dia 31, das 9h às 18h, na Avenida Carlos Gomes, 1340, 12º andar.

Temas como ‘A Comunicação como ação de tornar comum’, ‘O processo da informação’ e ‘O Endomarketing como uma estratégia de gestão’ estão previstos no conteúdo no curso. O objetivo do encontro é promover a Comunicação Interna como uma ferramenta eficiente, eficaz e criativa para as empresas brasileiras.
http://www.coletiva .net/site/ noticia_detalhe. php?idNoticia= 36641

segunda-feira, 2 de agosto de 2010


A busca por recursos é universal, mas a maioria das empresas não sabe como captá-los para seus projetos. Para muitas organizações, mesmo compreendendo a importância da captação, a gestão ainda é amadora ou desarticulada. “Para que ter um setor de captação de recursos, se a minha área de marketing resolve isso?” É um esse pensamento que muitos empresários acabam confundido setores e estratégias, dimensionando seus resultados de forma equivocada. Na realidade, “como não sabem para onde ir qualquer caminho serve”.

Mas apesar da pouca experiência das empresas em processo de captação de recursos, muitas organizações têm linhas específicas destinadas à subsidiar projetos e empresas. E o melhor: estão prontas para serem acessadas.

Porém, ninguém subsidia sem planejamento. Planejar bem seu projeto de captação de recursos, definido claramente seus objetivos, premissas e conceitos de aplicação é essencial para ter acesso aos recursos disponíveis. Em países como China, Estados Unidos, Japão, Canadá e Inglaterra, as empresas estão focadas na busca por profissionais capacitados para acessar os intricados processos de liberação de recursos. Para isso, as estratégias de captação de recursos estão atreladas ao planejamento estratégico das empresas.

Um exemplo de sucesso é da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, que elaborou uma campanha audaciosa ano passado, visando captar 1 bilhão de libras esterlinas (cerca de R$ 4.1 bilhões) até 2012. Nos Estados Unidos, cerca de US$ 220 bilhões foram arrecadados em 2005 em investimentos sociais.

Mas como captar com eficiência? A primeira dica dos líderes do setor é ser profissional. As empresas não oferecem recursos para empresas e profissionais amadores ou com pouca experiência. Sem planejamento, experiência e profissionalismo as empresas que buscam recursos para seus projetos não conseguirão passar da sala de espera dos grandes financiadores. 
 
FONTE: http://comunicacaosebrae.blogspot.com/2010/08/como-captar-recursos.html

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A violência no Brasil e os programas policiais

Por Poliana Lima


A questão da violência no Brasil envolve inúmeras variáveis, a
desigualdade na distribuição da renda tem sido historicamente, um dos grandes entraves ao combate à exclusão. É devido à falta de educação, saúde, moradia, emprego entre outros fatores que a violência urbana se dissemina provocando várias mazelas a sociedade.

É preciso combinar políticas redistributivas estruturais, tais como: aceleração da educação, reforma agrária e acesso a crédito, que têm impacto de médio e longo prazo, com políticas redistributivas compensatórias que corrigem, temporariamente, as desigualdades a posteriori com impacto de curto prazo.


Através da mídia, especificamente dos programas policias, é que a v
iolência toma grandes proporções e atingi um grande número de pessoas. Esse tipo de jornalismo serve para satisfazer as necessidades instintivas do público através de calunia e ridicularização das pessoas. A imprensa sensacionalista desvia o público de sua realidade imediata. Essa forma de fazer jornalismo transforma a dor e a desgraça alheia em um produto mercadológico que vem ganhando grandes dimensões no cenário nacional.

Os
Programas Policiais apresentam-se como meios de comunicação que possuem ideologia, onde influenciam a população na compreensão do fenômeno da violência, a fim de adquirir audiência para efetivar seus interesses econômicos.

A situação é igual em vários estados brasileiros. As afiliadas das grandes redes de televisão normalmente concentram em sua programação, programas popularescos que invocam a bestialidade e utilizam fatos reais para comoção do público.

O programa Fique Alerta em Alagoas surgi a partir do
crescimento desse segmento de programa, nele são veiculadas notícias relacionadas a assaltos, estupros, mortes, pessoas desaparecidas, onde o foco principal do programa é mostrar a desgraça alheia. O programa conta com um apresentador (Jeferson Morais) e quatro repórteres que são responsáveis pela cobertura das notícias.

A imprensa como um todo trabalha com a idéia de que o que é bom é o que o povo gosta. Boa parte da imprensa trabalha com o fato de que ocorrências policiais são um atrativo para o público e por isso dificilmente um crime deixa de ser noticiado. O que pudemos constatar na pesquisa realizada é que há uma repudia do público com relação ao conteúdo apresentado nesse programas. Muitos entrevistados questionaram o fato do programa se aproveitar da desgraça alheia para conseguir ibope.

O impacto causado pelas imagens veiculadas no programa na população é muito grande, visto de imagens de pessoas doentes, enfermas e cadáveres é mostrado em pleno horário de almoço, horário em que o programa é transmitido (12h35).

O que acontece com a cobertura jornalística, mesmo dos melhores jornais do país, é que eles correm atrás da notícia do crime já ocorrido, ou das ações policiais já executadas, mas tem pouca iniciativa e usa timidamente sua enorme capacidade para pautar um debate público consistente sobre o setor.

Parece haver, portanto, uma descontinuidade entre as críticas à situação da segurança pública no Brasil e, por conseguinte, à atuação das forças responsáveis por esta área, e a ausência de uma postura mais pró-ativa da imprensa no controle social das políticas e instituições públicas e na decisão de colocar em pauta questões estruturais para a segurança pública.

domingo, 25 de abril de 2010

UMA PARCERIA SUSTENTÁVEL


Portal Mundo das Relações Públicas e Grupo Horizonte RP buscam posts
sobre sustentabilidade

http://www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp





Se internet é conexão, compartilhamento e produção de uma inteligência coletiva superior às capacidades individuais, nada melhor que ver parcerias entre canais digitais em nome da mobilização (e do benefício) de todos os agentes envolvidos. Pois é isto que estão organizando o portal Mundo das Relações Públicas(www.mundorp.com.br) e o grupo Horizonte RP (http://horizonterp.ning.com) para sorteio da obra "A Comunicação na Gestão da Sustentabilidade das Organizações", lançado pela Difusão Editora (www.difusaoeditora.com.br) com organização das relações públicas Margarida Kunsch e Ivone Oliveira.

A ação é comemorativa aos 13 anos de circulação ininterrupta do boletim RP em Ação, enviado para cadastrados do portal Mundo-RP - e atualmente distribuindo as manchetes através do perfil @rpemacao no Twitter.

A promoção "Uma Parceria Sustentável" pretende envolver blogueiros - de quaisquer áreas do conhecimento - para postagens de conteúdos sobre sustentabilidade entre os dias 23 e 29 de abril de 2010. Valem textos autorais reflexivos, colagem de materiais de diversas fontes, dicas de áudios e vídeos, entrevistas, proposição de lista bibliográfica e o que mais a criatividade dos participantes interessados permitir pela rede.

PARA PARTICIPAR

1- você faz um post sobre sustentabilidade, contendo uma introdução com um link para esta página (www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp) como fonte da ideia. O post deve ser assinado, podendo ter múltipla autoria;

2- você envia um email para Pedro baldurquino (coordenacao@horizonterp.com.br),
profissional de relações públicas integrante do Grupo Horizonte RP e responsável pela edição semanal dos "Melhores Posts da Semana" para notificar da sua participação, nominando o autor ou um dos autores como interlocutor;

3- você aguarda o resultado da avaliação, segundo critérios já adotados para os "Melhores Posts da Semana" (http://horizonterp.ning.com/profiles/blogs/10-dicas-para-os-bloguei... ). O vencedor da promoção vai ser anunciado no dia 3 de maio de 2010 através dos canais coligados ao Mundo-RP (perfil no Twitter, lista de discussão Mundo-RP no YahooGrupos, comunidade Relações Públicas no Orkut e boletim por email RP em Ação de maio) e ao grupo Horizonte RP(comunidade no Ning, perfil no Twitter e lista de discussão HorizonteRP no YahooGrupos), e recebe o livro via Correios na sequência. Todos os participantes da promoção qualificados pela análise vão ser incluídos numa listagem de posts ao lado do trabalho vencedor.

É totalmente válida a participação de responsáveis ou participantes de outras plataformas digitais, publicando em portais, comunidades e listas de discussão.

SOBRE O LIVRO

O livro "A Comunicação na Gestão da Sustentabilidade das Organizações" faz parte da Série Pensamento e Prática e é uma coletânea de artigos de pesquisadores de comunicação organizacional e relações públicas que participaram do Congresso Brasileiro Científico da Abrapcorp (www.abrapcorp.org.br) realizado em 2008 em Belo Horizonte/MG, que teve como tema exatamente a sustentabilidade. Apresenta discussões sobre a sustentabilidade como ponto de intersecção entre as estratégias de negócio de uma organização e suas demandas políticas, sociais e econômicas, alinhadas à preservação ambiental. Traz reflexões críticas, de cunho acadêmico e técnico, oferecendo subsídios para a melhor compreensão de como a comunicação pode contribuir para a construção de projetos de sustentabilidade. A obra está dividida em dezesseis capítulos em 262 páginas e conta com dezoito autores, num grande trabalho de reflexão sobre a otimização do relacionamento das empresas com seus públicos na construção da sustentabilidade, dentro das dimensões institucional, mercadológica e administrativa da comunicação.

O bom desta ideia é que todos nós, pela conscientização que pode ser gerada através da blogagem, vamos ser beneficiados pelas abordagens. Afinal, ou pensamos num processo integrado de vida e de negócios considerando os impactos nas pessoas e na natureza, ou não teremos consumidores, nem empresas, nem planeta. Este é o recado do Boletim RP em Ação entrando em seu ano 14.

Caso deseje utilizar estas imagens no seu post, clique no nome do arquivo correspondente: capadolivro, logomundorp, logohorizonterp e logosunidas. Alguma dúvida, entre em contato com o relações públicas Rodrigo Cogo (rodrigo@mundorp.com.br).

sábado, 24 de abril de 2010

Quem “controla” a mídia?

Por Venício A. de Lima

Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já "controlam" boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).

Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a fazer de conta que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos megaempresários.

Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.

Na Europa e nos Estados Unidos

Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir, na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Rupert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no Leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem) quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.

Nos Estados Unidos, a News Corporation, de Murdoch, avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24 horas na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.

E no Brasil?

Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o Brasil Econômico desde outubro, comprou o grupo O Dia, incluindo o Meia Hora e o jornal esportivo Campeão. O Ongoing detém 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.

Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de rádio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico, que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.

Desde que a Emenda Constitucional nº 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.

Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.

Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.

Quem ameaça a liberdade de expressão?

Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?

Em matéria sobre o assunto publicada na revista CartaCapital nº 591, o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:

"O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)."

Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das "ameaças" à liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, "controla" a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?


FONTE: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=586JDB016

O sensacionalismo na televisão


Os primeiros elementos sensacionalistas da imprensa brasileira foram encontrados em folhetins, a partir de 1840.

Para Angrimani (1995), o sensacionalismo é caracterizado, primordialmente, pelo tipo de linguagem utilizada, seja na imprensa, televisão ou rádio. Ele afirma que não há distanciamento, nem proteção de neutralidade na linguagem sensacionalista.

A situação é praticamente a mesma em vários estados brasileiros. As afiliadas das grandes redes de televisão normalmente têm, na sua programação, programas popularescos que invocam a bestialidade e a “ignorância” do povo.

Por trás de uma justificativa não muito convincente, os apresentadores desses telejornais alegam que está prestando grande serviço a população, estão dando voz ao povo que tanto é esmagado pela classe mais alta da sociedade, e que apenas estes programas são a solução para tal descaso.

A imprensa como um todo trabalha com a idéia de que o que é bom é o que o povo gosta. E em busca da audiência tão almejada algumas regras da ética e da moral são deixadas de lado.

Boa parte da imprensa brasileira admite o fato policial como um atrativo para o público e por isso dificilmente um crime deixa de ser noticiado.

Ao falarmos de sensacionalismo, falamos da manipulação da informação, onde essa é apresentada num formato exagerado ou enganador. A exploração de notícias sensacionalista gera audiência, o que pode resultar em mais sensacionalismo. Ela pode vir expressa na apresentação visual, no tema e na forma de apresentar o discurso.

Marcondes Filho descreve a prática sensacionalista como nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões instintivas. Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical de mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na verdade, vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver melhor do que a manchete. Esta está carregada de apelos e carências psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e ridicularizadora. [...] No jornalismo sensacionalista as noticias funcionam como pseudo-alimentos as carências do espírito [...] O jornalismo sensacionalista extrai do fato, da noticia, a sua carga emotiva e apelativa e a enaltece. Fabrica uma nova noticia que a partir daí passa a se vender por si mesma”. (FILHO, apud AGRIMANI, 1995).
Os noticiários sensacionalistas servem apenas para satisfazer as necessidades instintivas do público através de calunia e ridicularização das pessoas. A imprensa sensacionalista desvia o público de sua realidade imediata.

Marcondes Filho escreve que “escândalos, sexo e sangue compõem o conteúdo dessa imprensa [...] como as mercadorias em geral, interessa ao jornalista de um veiculo sensacionalista o lado aparente, externo, atraente do fato. Sua essência, seu sentido, sua motivação ou sua história estão fora de qualquer cogitação”.(FILHO, apud ANGRIMANI,1995).

A linguagem sensacionalista não pode ser sofisticada, tem que ser o mais próximo possível do público ao qual deseja atingir.

A linguagem utilizada é a coloquial, diferente da usada nos jornais informativos comuns, é utilizada a linguagem coloquial exagerada, com emprego excessivo de gírias e palavrões.

“A narrativa (sensacionalista) transporta o leitor; é como se ele estivesse lá, junto ao estuprador, ao assassino, ao macumbeiro, ao seqüestrador, sentindo as mesmas emoções. Essa narrativa delega sensações por procuração, porque a interiorização, a participação e o reconhecimento desses papéis, tornam o mundo da contravenção subjetivamente real para o leitor. A humanização do relato faz com que o leitor reviva o acontecimento como se fosse ele o próprio autor do que está sendo narrado”. (ANGRIMANI, 1995).
Muniz Sodré (2006) entende que o aumento exponencial da violência, em todas as suas formas, na maior parte dos grandes centros urbanos da América Latina e do resto do mundo, assim como o primado avassalador dos meios de comunicação sobre as formas de acesso de jovens e adultos às regras de relacionamento intersubjetivo no espaço social, coloca continuamente a mídia no centro das interrogações sobre o fenômeno da violência.

Podemos trabalhar com a hipótese de que, no território nacional a violência criminal cresce diretamente ao aumento populacional nos grandes centros urbanos e da deterioração das condições de vida tais como: o desemprego, subemprego, deficiência alimentar, a falta de moradia.

Geralmente, o rótulo sensacionalista está ligado aos programas e jornais que dão um enfoque maior às coberturas policiais, com a superexposição da violência, a exibição de imagens e fatos chocantes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Relações públicas em alta

O futuro chegou para o profissional e para as atividades de relações públicas.

Cansados de ouvir que RP era a profissão do futuro os profissionais da área estão satisfeitos com a receptividade encontrada atualmente no mercado de trabalho. Embora ainda exista muito a conquistar, a profissão está deixando de ser o “patinho feio” da comunicação e demonstra pujança e vitalidade. A adoção de uma cultura de comunicação multimídia por parte das empresas trouxe um novo alento para os RP’s que tem se posicionado como estrategistas de comunicação e estão ascendendo a cargos no topo da pirâmide empresarial. Diversas matérias e artigos que circulam na grande imprensa falam da importância da atividade e de sua valorização pelas empresas.

As matérias destacam os salários dos profissionais do setor, como sendo os que conquistaram os maiores reajustes nos últimos tempos. Várias são as fontes que indicam os avanços conquistados. O conhecido escritor e consultor de marketing estadunidense, Al Ries, por exemplo, é um dos grandes entusiastas das RP’s. Ele afirma que “hoje, para a maior parte das empresas, RP é importante demais para ficar atrás da propaganda. Sob muitos aspectos, os papéis se inverteram. A propaganda é a continuidade das relações públicas, por outros métodos e, só deve começar depois que o programa de RP estiver implementado e em andamento.” E completa, “além do mais, as RP’s são bem mais baratas”. Os órgãos representativos da categoria também estão mobilizados, promovendo a reabilitação da profissão.

Em Minas Gerais, um mercado até então tímido para as relações públicas, está havendo um grande aquecimento e uma reação pró-ativa por parte dos profissionais mais experientes. Eles estão partindo para a constituição de empresas do setor: agências, assessorias e consultorias. A iniciativa está ampliando o mercado de trabalho e fazendo uma verdadeira sensibilização do empresariado quanto ao valor das RP’s para as suas empresas. Especialmente porque Minas é um dos maiores mercados brasileiros de empresas cuja demanda comunicacional é mais de ordem institucional – área em que as relações públicas apresentam as técnicas mais adequadas para se atingir os objetivos organizacionais. Ainda que a nomenclatura usada não seja a que designa a atividade e a profissão, são as práticas há muito identificadas e garantidas por lei, em conselho de classe, como típicas da profissão de relações públicas que poderão fazer a diferença para empresas e instituições com essas características.

Entre os serviços mais procurados, destacam-se: Diagnóstico Organizacional; Planejamento da Comunicação Integrada; Endomarketing; Pesquisa de Opinião; Publicações e Produções Audiovisuais Institucionais; Atendimento ao Consumidor; Assessoria de Imprensa; Propaganda Institucional; Marketing Corporativo, Cultural, Governamental e Político; Organização de Eventos e Ações Promocionais.


São os novos tempos da comunicação.

Fonte: O Norte.net - Eugênio Magno é Comunicólogo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Crise aquece setor de relações públicas pelo mundo


Christina Lima


As empresas de relações públicas norte-americanas têm experimentado um efeito colateral positivo da recessão econômica: profissionais de RP passaram a ser solicitados para não apenas apagar incêndios e gerenciar crises, mas também para participar diretamente da estratégia dos negócios.

De acordo com reportagem publicada na revista ‘The Economist’, embora algumas estatísticas apontem queda de faturamento e dispensa de funcionários no setor, nada se compara às perdas das companhias atendidas pelos RPs. Segundo a Veronis Suhler Stevenson (VSS), empresa de gerenciamento de fundos, os investimentos em relações públicas nos Estados Unidos cresceram 4% em 2008 e 3% em 2009, números expressivos se comparados aos da publicidade, uma escolha mais tradicional, responsável por gastos de 3% em 2008 e de 8% no ano passado.

O setor de RP está fazendo bonito, porque, entre outros fatores, sua operação é mais em conta do que campanhas publicitárias de massa e seu impacto nas mídias on-line e off-line pode ser facilmente mensurado. Como consequência desse momento favorável, as empresas de RP começam a invadir o território da publicidade: agora, além de tentar que seus clientes sejam mencionados na imprensa, elas ambicionam organizar eventos ao vivo, edição de blogs de empresas, lançamentos na web e outras ações. Christopher Graves, diretor da agência Ogilvy Public Relations Worldwide, arriscou dizer que, a partir de agora, ao observarmos os dois setores, ficará cada vez mais difícil distinguir onde termina o trabalho de um para começar o do outro.

“A tendência detectada pela revista ‘The Economist’ a respeito do significativo incremento do mercado de relações públicas nos Estados Unidos é reflexo do que a categoria vem discutindo já há alguns meses e, certamente, não se trata de uma realidade localizada apenas naquele país, mas de um fenômeno mundial em que a profissão está envolvida”, afirma Marcello Chamusca, diretor geral do Portal RP-Bahia e editor do Guia de Relações Públicas na Internet.

As transformações no cenário midiático também beneficiaram o mercado de relações públicas. Ficou ainda mais importante chamar a atenção do grupo cada vez menor de jornalistas que cobre negócios nos meios tradicionais e, ao mesmo tempo, ajudar as empresas a quebrar a resistência para tentar um novo modelo. Outro forte vetor de mudança é a ascensão da internet – que oferece mais ferramentas de medição do que a propaganda convencional – e das mídias sociais; muitas grandes organizações têm marcado forte presença em redes como Twitter e Facebook, supervisionadas pela equipe de RP.

De acordo com Chamusca, a tendência confirma que esse novo cenário – de decadência das mídias tradicionais e de crescimento da web – tem dado um grande impulso ao mercado, visto que o perfil do profissional de relações públicas que atua no contexto das organizações contemporâneas é mais conveniente para a atividade.

“A formação do RP é muito mais propícia para interagir nas mídias sociais, pois essas redes possuem uma arquitetura que privilegia a participação e que, por sua vez, necessitam de constantes técnicas de relacionamento para serem geridas. E quando o ambiente global é de crise sobressai-se naturalmente, a atividade que tem no seu DNA a mediação de conflitos”, comenta o também editor da revista digital ‘RP em Revista’.

FONTE: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=302&tipo=R

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Programas populares em Alagoas

Poliana Lima


A violência é um fenômeno que acompanha o trajeto histórico da humanidade, ocupando os diversos espaços da esfera social, produzindo grandes efeitos a nível local, nacional e internacional. A violência em Alagoas está intimamente ligada à formação econômico-social do Brasil, que atendeu ao projeto violento da colonização. A formação da sociedade alagoana foi diretamente influenciada por tal fato e a violência está presente em todo o seu processo de formação.

A violência é disseminada através da mídia por meio dos noticiários que revelam altos índices de criminalidade praticada por indivíduos de diversas classes sociais. Os programas populares se propagaram por todo o Brasil, atingindo todas as camadas sociais. E foram através desse novo segmento de jornalismo que a violência passou a ser explorada mercadologicamente por esses programas que ganhou grandes proporções no cenário nacional.

Na televisão esses programas surgem na década de 1990. Alguns exemplos desses programas são; “O Homem do Sapato Branco”, “O Povo na TV”, “Aqui Agora”, “Cadeia” entre outros. No final da década esses programas já haviam sido extintos e novos programas nesse segmento foram reelaborados surgindo assim o “Cidade Alerta”, “Brasil Urgente”, “Ratinho” e “Linha Direta”.

Em Alagoas, os programas com enfoque policial começaram no gênero radiofônico, em 1984, na Radio Progresso. Um de seus precursores foi o radialista Jeferson Morais, que na época trabalhava no jornal de Alagoas como produtor de polícia. Em 1990, ele e Cícero Almeida, então repórter, foram convidados pela TV Alagoas, na época afiliada da Rede Manchete, a implantarem o gênero na televisão alagoana.
Foi o inicio do Boletim de Ocorrência na TV. Em sua primeira edição contava com a apresentação de Jeferson Morais e reportagens de Denis Melo, Gonça Gonçalves, Odivas Santos e Cícero Almeida.

A TV Pajuçara, percebendo o crescimento desse segmento de programa, convidou Jeferson Morais para apresentar o Fique Alerta. Feito nos mesmo moldes do Plantão Alagoas (o programa Boletim de Ocorrência na TV atual Plantão Alagoas foi o pioneiro na cidade nos programas do tipo, sendo copiada por outras afiliadas e pela própria concorrente, TV Pajuçara, que lançou o Fique Alerta).

Existe a visão que caracteriza programas com o mesmo formato que o Fique Alerta como produções voltadas a um jornalismo popular. O jornalismo popular é aquele que carrega traços culturais de uma determinada sociedade e utiliza maneiras próprias de se dirigir ao seu público, buscando representar a cultura de fácil entendimento, de maneira que qualquer pessoa, independente de classe social ou cultural, compreenda a mensagem.

A imprensa contemporânea reivindica para si o posto de “quarto poder” pela ausência do poder público. Tal reivindicação faz parte de uma estratégia de empresarial, para encobrir seus interesses de empresa jornalística.

Esse novo modelo de programa lança mão de interpretações teatrais com a ajuda de recursos audiovisuais. Toda essa forma de comunicação permite ao expectador cobrar mais repressão policial e penas mais severas contra o “mal” que sobressalta homens e mulheres de “bem”.

Essa forma de falar da violência serve estrategicamente para reafirmar o papel da mídia como substituta do Estado, ao se compromissar com o resgate da cidadania, mostrando de forma sutil a ineficácia do Estado em resolver o problema da violência. No programa Fique Alerta existe um quadro chamado “Caixa Postal” ao qual o telespectador tem vez e voz para falar sobre o que está acontecendo em seu bairro e cobrar soluções dos Poderes Públicos.

Portanto os Programas Policiais apresentam-se como meios de comunicação que possuem ideologia, onde influenciam a população alagoana na compreensão do fenômeno da violência, a fim de adquirir audiência para efetivar seus interesses econômicos, tendo em vista que a notícia se configura como uma mercadoria que possui como objetivo final o lucro. Esse tipo de programa não possui o interesse de divulgar informações de “qualidade”, que permitam ao telespectador refletir sobre os fatos noticiados, a fim de que se torne um sujeito crítico que possa contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas junto aos Poderes Públicos a fim que a haja a amenização da violência.

Viviane Mansi: 'ferramentas colaborativas não são a solução para todos os males das empresas, e sim a conversa'


Christina Lima


Motivado pela divulgação de um estudo indicando que apenas uma em cada dez empresas envolve a área de TI em projetos de criação e manutenção de redes sociais na internet, o Nós da Comunicação ouviu Viviane Mansi, gerente de Assuntos Corporativos na indústria farmacêutica Merck Sharp & Dohme, consultora e professora de gerenciamento da comunicação interna na Faculdade Cásper Líbero.

Nós damos sequência à discussão após termos entrevistado Mauro Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil, para que ele comentasse o resultado da pesquisa. Veja em ‘Só 10% das empresas envolvem TI em projetos na web’.

Confira abaixo o que pensa Viviane Mansi sobre o tema.

Nós da Comunicação – Não envolver a área de TI em projetos de redes sociais nas empresas é certeza de ter retrabalho. Por quê?

Viviane Mansi – Porque, normalmente, as empresas já possuem guidelines do que é possível ser feito e do que não é. Um dos grandes problemas que temos ao trabalhar na Comunicação é que queremos usar as ferramentas colaborativas e uma série de novidades que, muitas vezes, esbarram nas políticas de segurança das empresas. Podemos ter um trabalho lindo com ideias maravilhosas, fechamos com o fornecedor externo, e a TI avisa: ‘sinto muito, mas não vai dar, não’. Essa situação acaba chateando a área de tecnologia, que deixou de ser considerada parceira na decisão. Nós falamos tanto de sinergia interna e, dessa forma, deixamos de fazer também nosso papel de provocar essa sinergia, e todos acabam perdendo. Se o projeto é para nascer direito, temos de envolver todas as áreas que são importantes no processo, e não há como negar que TI é uma área fundamental.

Nós da Comunicação – E como lidar com a fila de projetos a serem implementados pela TI que, em algumas empresas, chega a dois, três anos de espera?

V. M. – Trabalho em uma empresa cuja realidade é exatamente essa. Projetos novos entram numa fila que já acumula inúmeros outros. Mas temos de entrar em acordo. Em muitas situações, a TI diz: ‘ok, entendo sua necessidade de fazer isso já, mas não posso atender, toca por fora’ – e isso é muito diferente porque, dessa forma, o departamento não criará caso. Se a Comunicação prossegue à revelia, pode ter a certeza de que a TI vai boicotar o projeto.

Falamos tanto em confiança que, de alguma maneira, precisamos exercitá-la. Mesmo que o projeto em que estamos envolvidos seja tocado ‘por fora’, a TI pode, por exemplo, ajudar a encontrar o melhor fornecedor externo, aparar arestas internas para aprovar mais rápido, fornecer guidelines fundamentais de segurança para processos feitos fora etc.. Essa negociação é essencial de qualquer jeito. Muitos colegas de outras empresas comentam um problema que é bem real: a TI tem a ‘Política do Não Pode’ por causa da segurança, e, muitas vezes, ficamos chateados ao tentar fazer algo moderno, inovador, que vai ao encontro da proposta de diálogo das organizações, e chega alguém e diz que não pode. De qualquer forma, negociar para encontrar esse caminho estreito entre aquilo que preserva a segurança da empresa e o que ajuda os funcionários a se comunicar melhor também é nosso trabalho.

Nós da Comunicação – A TI bate muito na tecla da segurança, mas há outros fatores que justifiquem a resistência das empresas à incorporação de projetos de redes sociais?

V. M. – Há muitas resistências, e as da TI nem são as que causam mais problemas. Já a gestão das empresas, sim tem muitos receios com relação às redes sociais e com a questão de deixar os funcionários falarem livremente, por muitas razões: primeiro, por medo do que pode ser dito. Quem está em um cargo de gestão tem consciência de que muito do que os funcionários dizem pode ir contra opiniões e rumos da empresa, gerando uma grande discussão que a companhia pode não estar preparada para responder. Essa situação causa uma ‘saia justa’ que contribui para que os processos não caminhem rapidamente. Se a área de Comunicação, no início da conversa, ajuda a definir uma política com planejamento com relação às redes sociais, diminui essa insegurança da gestão. Quando essa gestão é mais aberta e transparente em suas práticas para falar, muito provavelmente ela conseguirá incluir isso como um dos elementos de comunicação interna de forma mais madura, rápida e eficiente.

Como gestão tem um histórico mais fechado, também fica mais difícil implantar tudo isso nas empresas. O mercado farmacêutico, por exemplo, historicamente, sempre foi muito fechado. Essa indústria passou a abrir um diálogo com a sociedade, com o governo, com imprensa há apenas 15 anos. Imaginarmos que é fácil e rápido implementar ferramentas colaborativas na empresa é um equívoco. Esse mercado exige mais energia dos profissionais que estão lidando com isso do que os que atuam em indústrias de serviços ou produtos, que já nasceram influenciadas pelo diálogo com o consumidor. A indústria de cosméticos discute produtos pelo Facebook ou Orkut, produtos são testados por consumidores antes do lançamento. Para esse perfil de empresa, criar uma rede interna de colaboração deve ser muito mais fácil, pois está no DNA daquilo que ela faz.

Nós da Comunicação – Por que a área de TI, hoje, é considerada tão importante como a área de Recursos Humanos?

V. M. – Muito da matéria-prima daquilo que interessa o funcionário sai de RH como benefícios, políticas, estrutura da empresa. De outro lado, tudo que fazemos hoje está ligado, de alguma maneira, à tecnologia. Por mais que eu, particularmente, acredite que comunicação face a face seja imprescindível e deva ser tratada como a mais importante dentro da empresa, quando temos uma situação em que grande parte dos funcionários não está no mesmo prédio ou nem sequer na mesma cidade, usamos a tecnologia para aproximar as pessoas por meio de videoconferência ou conectados no mesmo ponto. Até para o face a face tecnologia é essencial. Cada um deve contribuir com o que tem de melhor. O forte da Comunicação não é entender de tecnologia, e sim trabalhar com o técnico que sabe fazer isso bem feito para que a gente cuide daquilo que sabemos: discurso, diálogo, texto.

Nós da Comunicação – Por que a ainda não há uma integração ideal nos trabalhos das áreas de TI, RH e Comunicação?

V. M. – São muitas causas. Nem sempre as empresas têm estrutura de comunicação que, de fato, tenha condições de ajudar a operação. Para isso, é preciso uma área menos focada em produto, ou seja, menos fazedora de revista interna e assessoria de imprensa, e mais planejadora, que esteja de olho nos rumos que a empresa tomará, qual a forma adequada de se comunicar com os funcionários, enfim, mais estratégica. E esse não é exatamente o perfil que a gente encontra na maior parte das companhias. A partir do momento que existe uma área que chegou a esse estágio, o próximo passo é mostrar para as outras áreas que a Comunicação não compete com elas, e sim pode ajudar. Quando a Comunicação é vista como parceira nas horas boas e ruins, é uma quebra de paradigma. As outras áreas já começam a perceber que podemos oferecer propostas para diversos tipos de necessidades, e aí a verba aparece.

Nós da Comunicação – As redes sociais são uma evolução sem volta. Em sua opinião, como as empresas brasileiras estão lidando com elas?

V. M. – No geral, temos de dar tempo para o aprendizado. Em algumas empresas, ele é mais rápido porque dispõe de figuras internas que compram a ideia de tal forma que, por si só, motivam que outras a utilizem. Quando uma ferramenta colaborativa é lançada e os diretores participam bastante, de alguma maneira, eles criam um espaço seguro para os outros funcionários testarem e se abrirem também. Em organizações em que as ferramentas são colocadas à disposição, mas não há uma campanha atraente e o uso não é motivado, obviamente, não será a preferência de ninguém, por ser uma zona desconhecida, onde ninguém quer muito se meter. Mais do que fazer uma megacampanha incentivando todo mundo, se for possível demonstrar que é seguro participar e falar, todo mundo compra a ideia mais facilmente.

Devemos considerar também que há empresas com perfil de funcionário jovem, que já nasceu na era tecnológica, é da geração Y, e vai preferir se comunicar de uma forma rápida e clara. Outras companhias têm mais funcionários que não vêm dessa geração e preferem o olho no olho e a velha e boa conversa. Nessas empresas, é preciso avaliar se, de fato, a ferramenta colaborativa é a melhor opção ou se não devemos repensar o modelo de colaboração e organizar rodas de conversas, um estilo mais tradicional e que, provavelmente, para esse perfil de pessoas, seja mais eficiente. As ferramentas colaborativas não são a solução para todos os males, e sim a conversa. Mas, por meio tecnológico, a conversa resolve boa parte de nossos problemas porque diminui custo, é rápida, ativa e de mão dupla.


FONTE: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=269&tipo=E

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2009 foi decisivo para novas abordagens no debate das ações de comunicação na era digital


Marcos Moura


Uma evolução importante na discussão das melhores ações de comunicação nas empresas e na academia. Assim podemos definir o que vivemos em 2009, que vai chegando ao fim e deixa a certeza de que o universo digital é uma realidade da qual ninguém poderá fazer vista grossa.

Debater a importância das novas ferramentas comunicacionais esteve e continuará no centro de nossa atuação. Como vivemos um período de transição, não há como prever o que de mais importante acontecerá em 2010; basta lembrar que o Twitter era pouco conhecido e utilizado por brasileiros em dezembro de 2008.

Temos certeza apenas de que continuaremos ouvindo o mercado e a academia e refletindo sobre como a comunicação pode, cada vez mais, aproximar públicos nas diversas áreas do conhecimento.

FONTE: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=294&tipo=R