segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Relações públicas une administração e comunicação


A carreira de relações públicas ensina a gerenciar a comunicação interna e externa de diferentes tipos de organizações, sejam elas privadas, públicas ou do terceiro setor. Empresas, ONGs, órgãos do governo, estatais, sindicatos - estas e outras entidades estão dentro da esfera de atuação de um recém-formado da área.

A profissão envolve planejar e pensar estrategicamente as formas de comunicação, de acordo com a coordenadora do curso de relações públicas da USP, Margarida Maria Kunsch.

- As empresas não aceitam mais "improvisar" a forma como falam com a imprensa, com seus clientes, com o governo e a comunidade. Ela quer um bom profissional. Para ser bom, ela cobra que ele conheça e saiba manusear todas as mídias, sejam impressas, digitais e audiovisuais.

Não faltam vagas no mercado. Áreas que estão em expansão na carreira são o gerenciamento de crises - quando um produto sofre um recall, tem má repercussão ou quando há um acidente, por exemplo. Nestes casos, afirma Margarida, cabe ao relações públicas decidir o que o porta-voz da empresa vai falar, quando fala e quem está autorizado a se pronunciar. Ele também redige os comunicados à imprensa.

O monitoramento do que está sendo publicado sobre a organização na internet também é uma seara promissora no mercado. Cresceu muito o número de concursos para relações públicas em estatais nos últimos anos - segundo a coordenadora do curso da USP, o setor estatal paga melhor do que o privado.

No Brasil, são oferecidas 122 graduações em relações públicas, segundo dados do MEC (Ministério da Educação). A duração do curso é de quatro anos e a maior parte deles está concentrada no Sul e Sudeste, notadamente RS, SP e RJ.

Margarida detalha:

- O aluno vai ter matérias de ética, sociologia e psicologia da comunicação nos dois primeiros anos. Mescladas a elas há as mais específicas, como assessoria de imprensa, pesquisa de opinião e comunicação organizacional.

O último ano do curso reserva as disciplinas mais práticas. Os alunos vão estudar gestão estratégica, produção de jornais institucionais e elaboram um projeto experimental.

- O projeto dura seis meses, é um estudo de caso de uma empresa ou organização real. Feito em grupo, o trabalho analisa todos os aspectos relevantes da comunicação da entidade escolhida. Um bom trabalho propõe soluções para problemas encontrados, além de inovações e reduções de custos.

Na maioria das universidades particulares, o projeto experimental é o último trabalho que o estudante vai enfrentar antes de obter o diploma. Nas públicas como a USP, entretanto, o aluno tem ainda uma monografia pela frente.

O estágio, apesar de não ser obrigatório, é "fundamental para conhecer o mercado de trabalho e ter experiência na profissão", diz Margarida, que coordena o curso da USP. A média salarial de um recém-formado, diz ela, é de R$ 2.000 - mas varia conforme a organização em que o profissional trabalha. No setor público, via concurso, os pagamentos podem ser de até R$ 7.500 para início de carreira, afirma Margarida.

Fonte: R7

Ciclo Comunicar

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

REFERÊNCIAIS NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E RELAÇÕES PÚBLICAS

Carga Horária: 2700

1. PERFIL DO EGRESSO

O profissional de Comunicação Organizacional e Relações Públicas atua em pesquisa, planejamento, gestão e avaliação da comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor. No exercício profissional ele desempenha funções administrativas, estratégicas, mediadoras e políticas; desenvolve trabalhos de pesquisa de opinião, de reputação e imagem e monitoramento do ambiente organizacional interno e externo para análise e avaliação de cenário e construção de diagnósticos situacionais. Ele atua na elaboração de políticas, planejamento estratégico, planos, projetos e programas específicos de comunicação para as diversas organizações, grupos e movimentos da sociedade civil.

No desempenho das suas funções, o profissional planeja e desenvolve programas e instrumentos para a comunicação interna; atua diretamente na gestão do relacionamento das organizações com seus públicos; planeja e organiza eventos de diferentes naturezas; promove ações para a construção da imagem e identidade das organizações; administra conflitos, crises e a comunicação de risco; coordena e produz instrumentos de comunicação com fins institucionais em diferentes formatos e suportes - impressos, digitais, audio-visuais e outros.

2. TEMAS

Temas Gerais

Teorias da Comunicação, História da Comunicação, Estudos de Mídia, Ética e Deontologia da Comunicação, Pesquisa em Comunicação, Tecnologias da Comunicação, Redes Interativas, Políticas de Comunicação, Estudos da Linguagem, Humanidades e Ciências Sociais, Responsabilidade Social, Gestão e Empreendedorismo, Expressão oral e escrita.

Temas específicos

Teorias e história das relações públicas; teorias da comunicação organizacional; teorias da opinião pública; comunicação pública; responsabilidade social e sustentabilidade; comunicação política; pesquisas de opinião pública; auditoria da comunicação organizacional; marketing; planejamento da comunicação; comunicação digital; produção de midias impressas, audiovisuais, digitais; comunicação estratégica com públicos específicos; web comunicação: portais corporativos, governamentais e comunitários e redes sociais; organização de eventos e cerimonial; imagem e identidade e reputação institucional; comunicação no terceiro setor; relações públicas internacionais; assessoria de comunicação; gestão da comunicação; avaliação e mensuração de programas de comunicação; construção de sentido no discurso organizacional;

3. ÁREA DE ATUAÇÃO

O profissional de Comunicação Organizacional e Relações Públicas está apto a atuar nas áreas de comunicação das organizações públicas, privadas e do terceiro setor, fazendo assessoria, consultoria, divulgação, cerimonial e eventos, planejamento, pesquisas, análises e elaborando instrumentos de comunicação, ensino e treinamento.

Na iniciativa privada ele pode atuar nas empresas prestadoras de serviços, em ramos diversos da economia tais como indústria, comércio e serviços. Na área governamental ele pode atuar nas assessorias de comunicação, parlamentar, comunicação pública além das específicas da área.

No terceiro setor, o profissional pode atuar em ONGs, Fundações, Institutos, Associações, OCIPs, OS, sindicatos, utilizando as técnicas e instrumentos específicos da área com ênfase na comunicação comunitária e participativa. O profissional pode ser também um empreendedor da área prestando serviço de assessoria para diversos segmentos.

4. Infra-Estrutura

Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Laboratório para Comunicação Virtual, Hemeroteca, Laboratório de Redação, Biblioteca Especializada, Agência de Comunicação, Laboratórios Multimídia, Sala de aula Multimídia, Acesso a Estúdios de Radio e TV.

LEGISLAÇÃO PERTINENTE
LEI 5377 – de 11/12/1967
DECRETO 63.283 – 26/09/1968.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MEC debate novas referências nacionais para cursos de comunicação social

Margarida M. Krohling Kunsch

O Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Paulo Roberto Wollinger, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e com a participação de especialistas das áreas de conhecimento, iniciou, no ano corrente, a construção dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação (Bachalerado e Licenciatura).

A proposta do MEC é acabar com as “habilitações”, transformando-as em “cursos” e reduzir o número excessivo das nomenclaturas vigentes para terminologias específicas dos cursos existentes. Assim, por exemplo, a Comunicação Social é a grande área de conhecimento e as respectivas habilitações ora vigentes se converteriam em cursos.

Para tanto, foram realizados, ao longo deste ano, encontros com especialistas para a elaboração dos memoriais descritivos de cada um dos cursos de graduação. Iniciou-se com as áreas de “Engenharia”, “Ciências Exatas e da Terra”, “Ciências Biológicas e da Saúde”, “Transporte e Logística”, “Turismo, Gastronomia e Hotelaria” e “Informática”. No momento está em discussão a área de “Ciências Humanas e Sociais”.

Em cada encontro, após a apresentação dos participantes, solicitou-se aos especialistas convidados a análise da pertinência de manutenção, compilação e/ou supressão das diversas nomenclaturas dos cursos vigentes. Esses especialistas foram responsáveis pela elaboração dos memoriais descritivos, que deviam conter: o que faz o egresso do curso, os temas a serem estudados no período de sua formação, as áreas de atuação, bem como a infraestrutura necessária à oferta dos diferentes cursos.

De 13 a 14 de agosto de 2009, foi realizado, em Curitiba (PR) o encontro referente às “Ciências Humanas e Sociais”. A área da Comunicação Social esteve representada por professores e especialistas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, e Relações Públicas, que elaboraram os respectivos memoriais descritivos. O trabalho dos especialistas da área de Comunicação Social reunidos no encontro resultou na elaboração dos memoriais descritivos de cada curso que destacassem os seguintes itens:

1. Perfil do egresso

2. Temas gerais e específicos de sua formação

3. Área de atuação

4. Legislação

5. Infraestrutura-Laboratórios

Esses documentos encontram-se disponíveis no site do MEC e estão abertos para novas proposições e ajustes até o dia 16 de outubro próximo. É fundamental que nossa comunidade participe desse processo de consultas e envie sugestões.

Ressalte-se que não se trata de novas “diretrizes” para os cursos de graduação, mas sim de “referências”. A elaboração das diretrizes se dará em uma etapa posterior.

Fonte:http://www.intercom.org.br/boletim/a05n144/destaque01.shtml

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Entrevista da Professora Manoella Neves a Abrapcorp

Titulação Completa: Mestre em Comunicação e Informação (UFRGS), graduada em Comunicação, habilitação Relações Públicas (UFAL). Atualmente é Professora assistente do Curso de Comunicação Social da UFAL e integrante do grupo de pesquisa Comunicação e Significação, linha de pesquisa: Comunicação, Marca e Contexto Multimidiático (UFAL).


1. Qual o seu conceito de Comunicação Organizacional?

Compreendo Comunicação Organizacional como processo dialógico de uma administração. Trabalhar com a comunicação organizacional é produzir sentido e fazer repercutir seus efeitos destinados a capturar a atenção e aprovação do sujeito no interior da organização num complexo de atividades que revelam a cultura administrativa.

2.Existiria, em sua opinião, uma concepção brasileira sobre Comunicação Organizacional? Se sim, quais seriam algumas características específicas? Se não, o que faltaria para isto?

Difícil escrever e produzir conhecimento sem levar em consideração nosso contexto, nossa realidade. No entanto, penso que, uma concepção brasileira sobre Comunicação Organizacional ainda está se constituindo, mas, com iniciativas e discussões bem significativas, como é o caso da própria Abrapcorp.

3.Quais os indicadores mais relevantes para se considerar a comunicação como efetiva e excelente numa organização?

O princípio do trabalho com a comunicação é a busca pelo organizado e o bem acabado, no entanto ela é um complexo, um sistema vivo e como tal convive também com a desordem e as incertezas. Obviamente a comunicação organizacional demanda certa previsibilidade, no entanto, sem desejar prescindir disto, identifico dois modos interdependentes de comunicação organizacional. Uma, com ações administrativas elaboradas, implantadas e divulgadas estrategicamente, e outra mais direta, não planejada, espontânea. Um dos indicadores para a comunicação satisfatória seria a consideração de certa imprecisão e uma imprecisão certa, não apenas nos fenômenos (ou seja, nos desdobramentos das ações), mas também nos conceitos (nas nossas propostas e avaliações, por exemplo). Um outro indicador seria o princípio dialógico de uma administração, significando que esta procura fazer com que seu ponto de vista seja entendido, porém sendo medido através das interações com os colaboradores. A necessidade de participação e engajamento para a efetivação da comunicação vem da consideração de que todos que formam uma organização – seja ela pública ou privada – são seus membros constituintes e, portanto interferem no seu processo.

4.A comunicação vem sendo vista como uma área híbrida. Caso concorde, quais seriam outros conhecimentos que deveriam ser buscados por pesquisadores e profissionais? Se discorde, por quê?

De natureza interdisciplinar, a comunicação nem é uma unidade simples, nem é algo totalmente diferente daquelas áreas que contribuem para a sua constituição, tais como a política, a sociologia, a antropologia ou a psicologia, para citar algumas. Entendo a comunicação como uma unidade, um campo do conhecimento, cuja natureza interdisciplinar possa nos permitir afirmá-la como híbrida e que, talvez, seja esta condição da existência da área.

5.Que faceta(s) da comunicação organizacional contemporânea você consideraria como campo(s) promissor(es) de estudo?

Creio que a área em si é promissora, mas, em especial eu apostaria nos estudos de comunicação organizacional e relações de poder, fazendo isto pelo caminho dos estudos de discurso e midiatização. Uma discussão que considero importante é sobre estruturação e processos de comunicação para administrações públicas no que tange as experiências de empoderamento (empowerment) e de prestação de contas (accontability).

6.Qual foi a sua última publicação (livro, capítulo, artigo, resumo de palestra, resenha – impressa ou digital, independente de data)? Cite, por favor, o título, local, temática central:

Por coincidência minha publicação mais recente foi o artigo apresentado no III Congresso da Abrapcorp, ocorrida em São Paulo, em abril deste ano. O artigo é intitulado: “Marca e o campo das Relações Públicas”. Marca foi o tema trabalhado em minha dissertação “Marcas da política da Administração Popular na Prefeitura de Porto Alegre, 1989 a 2002” apresentada ao PPGCOM da UFRGS e defendida em 2002. Quanto ao artigo, sua pretensão foi fazer um registro preliminar quanto à compreensão do lugar da marca na constituição do campo das relações públicas na sociedade contemporânea, buscando contribuir para uma concepção ampliada de marca, compreendendo-a como capital simbólico vivo, próprio das relações públicas. E agora estou nos desdobramentos deste estudo com o artigo “O campo das Relações Públicas ou para fazer o contorno”.

7.Que livro você está lendo agora? Qual a sua motivação na leitura?

Terminei de ler agora o livro “O Diálogo possível: Comunicação Organizacional e Paradigma da Complexidade”, organizado pela professora Dra. Cleusa Scroferneker publicado pela Edipucrs. Uma das minhas motivações para a leitura foi ver como autores do porte dos professores Cleusa e Rudimar, por exemplo, colocaram em funcionamento o Paradigma da Complexidade, pois antes deste livro eu havia lido o “Introdução ao pensamento complexo” de Edgar Morin. O próximo a ser lido será “A árvore do conhecimento” de Maturana e Varela, pois compreendo ser possível, nos vindouros trabalhos, aproximar ao Pensamento Complexo de Morin (2007) à Biologia do Conhecimento (ou Teoria da Autopoiese) daqueles autores.

8.Por favor, sugira um canal digital de conhecimento importante em comunicação organizacional e relações públicas (portal, blog, lista de discussão, newsletter eletrônica, comunidade em redes sociais, micro-blogging, entre outros):

Temos tantos canais importantes e bons para acompanharmos discussões, lermos artigos, vermos novidades da área, compartilharmos idéias: o MundoRP, o site da Aberje, o blog da Yara (http://www.blogdayara.com.br) e recentemente fui apresentada a um site do Grupo de Estudos da Complexidade (Grecom) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (www.ufrn.br/grecom) que me interessou, em particular pela natureza da sua temática.


9.Você tem participado dos Congressos da Associação? Se sim, o que lhe tem agradado mais? O que pode ser melhorado – estrutural e conceitualmente?

Este ano foi o primeiro que participei. Nos outros anos, 2007 e 2008, não pude por conta da maternidade, mas tomei conhecimento das discussões pelos sites dos Congressos. Enfim, em 2009 pude participar efetivamente, apresentando trabalho no GT História, Teoria e Pesquisa em Relações Públicas. Pelo que tenho conhecimento, os Congressos tem apresentado uma crescente, tanto de participantes quanto na profundidade das questões debatidas. Tenho confiança que isto seja uma constante.

Fonte: http://www.abrapcorp.org.br.

domingo, 30 de agosto de 2009

Paletra

Programas populares em Alagoas

A violência é um fenômeno que acompanha o trajeto histórico da humanidade, ocupando os diversos espaços da esfera social, produzindo grandes efeitos a nível local, nacional e internacional. A violência em Alagoas está intimamente ligada à formação econômico-social do Brasil, que atendeu ao projeto violento da colonização. A formação da sociedade alagoana foi diretamente influenciada por tal fato e a violência está presente em todo o seu processo de formação.

A violência é disseminada através da mídia por meio dos noticiários que revelam altos índices de criminalidade praticada por indivíduos de diversas classes sociais. Os programas populares se propagaram por todo o Brasil, atingindo todas as camadas sociais. E foram através desse novo segmento de jornalismo que a violência passou a ser explorada mercadologicamente por esses programas que ganhou grandes proporções no cenário nacional.

Na televisão esses programas surgem na década de 1990. Alguns exemplos desses programas são; “O Homem do Sapato Branco”, “O Povo na TV”, “Aqui Agora”, “Cadeia” entre outros. No final da década esses programas já haviam sido extintos e novos programas nesse segmento foram reelaborados surgindo assim o “Cidade Alerta”, “Brasil Urgente”, “Ratinho” e “Linha Direta”.

Em Alagoas, os programas com enfoque policial começaram no gênero radiofônico, em 1984, na Radio Progresso. Um de seus precursores foi o radialista Jeferson Morais, que na época trabalhava no jornal de Alagoas como produtor de polícia. Em 1990, ele e Cícero Almeida, então repórter, foram convidados pela TV Alagoas, na época afiliada da Rede Manchete, a implantarem o gênero na televisão alagoana.

Foi o inicio do Boletim de Ocorrência na TV. Em sua primeira edição contava com a apresentação de Jeferson Morais e reportagens de Denis Melo, Gonça Gonçalves, Odivas Santos e Cícero Almeida.

A TV Pajuçara, percebendo o crescimento desse segmento de programa, convidou Jeferson Morais para apresentar o Fique Alerta. Feito nos mesmo moldes do Plantão Alagoas (o programa Boletim de Ocorrência na TV atual Plantão Alagoas foi o pioneiro na cidade nos programas do tipo, sendo copiada por outras afiliadas e pela própria concorrente, TV Pajuçara, que lançou o Fique Alerta).

Existe a visão que caracteriza programas com o mesmo formato que o Fique Alerta como produções voltadas a um jornalismo popular. O jornalismo popular é aquele que carrega traços culturais de uma determinada sociedade e utiliza maneiras próprias de se dirigir ao seu público, buscando representar a cultura de fácil entendimento, de maneira que qualquer pessoa, independente de classe social ou cultural, compreenda a mensagem.

A imprensa contemporânea reivindica para si o posto de “quarto poder” pela ausência do poder público. Tal reivindicação faz parte de uma estratégia de empresarial, para encobrir seus interesses de empresa jornalística.

Esse novo modelo de programa lança mão de interpretações teatrais com a ajuda de recursos audiovisuais. Toda essa forma de comunicação permite ao expectador cobrar mais repressão policial e penas mais severas contra o “mal” que sobressalta homens e mulheres de “bem”.

Essa forma de falar da violência serve estrategicamente para reafirmar o papel da mídia como substituta do Estado, ao se compromissar com o resgate da cidadania, mostrando de forma sutil a ineficácia do Estado em resolver o problema da violência. No programa Fique Alerta existe um quadro chamado “Caixa Postal” ao qual o telespectador tem vez e voz para falar sobre o que está acontecendo em seu bairro e cobrar soluções dos Poderes Públicos.

Portanto os Programas Policiais apresentam-se como meios de comunicação que possuem ideologia, onde influenciam a população alagoana na compreensão do fenômeno da violência, a fim de adquirir audiência para efetivar seus interesses econômicos, tendo em vista que a notícia se configura como uma mercadoria que possui como objetivo final o lucro. Esse tipo de programa não possui o interesse de divulgar informações de “qualidade”, que permitam ao telespectador refletir sobre os fatos noticiados, a fim de que se torne um sujeito crítico que possa contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas junto aos Poderes Públicos a fim que a haja a amenização da violência.

Fonte: TCC - Fique Alerta: Especificação do grotesco ou apelo social?, Autora: Poliana Lima.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Relações públicas precisam de institucionalização

O maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de sua institucionalização como fundamental para a gestão estratégica das organizações. Essa é a opinião do consultor e pesquisador norte-americano James Grunig - um dos grandes gurus da comunicação corporativa mundial - manifestada em uma série de compromissos com executivos, professores e profissionais brasileiros na primeira semana de agosto de 2009 em São Paulo/SP. Ele esteve no país com a proposta de lançar seu primeiro livro junto a uma editora nacional, intitulado "Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos", escrito em co-autoria com os professores Maria Aparecida Ferrari e Fábio França. O evento oficial, organizado pela Difusão Editora, contou ainda com a palestra "Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos", e aconteceu no dia 6 de agosto no auditório da FAPCOM na capital paulista.

Fonte: http://www.mundorp.com.br/cobertura-grunig.asp

terça-feira, 18 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Lançamento




















A professora Margarida Kunsch lança mais três livros sobre o pensamento brasileiro de Comunicação Organizacional e Relações Públicas.

O lançamento dos três acontece nesta terça, 11/08, às 19 horas, na Livraria da Vila,
Al. Lorena, 1731, Jardins, São Paulo/SP.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Livros para download

A Biblioteca Virtual do Portal RP-Bahia está disponibilizando para download esses dois livros.


HISTÓRIA DAS RELAÇÕES PÚBLICAS: Fragmentos da memória de uma área.














RELAÇÕES PÚBLICAS DO BRASIL: Biografia dos vencedores da primeira edição doPrêmio Relações Públicas do Brasil.
















Os livros estão disponíveis para download no site: http://www.rp-bahia.com.br/biblioteca/index.htm.

Confiramm!!!!!!!!!!

terça-feira, 28 de julho de 2009

“Decisão sobre diploma de Jornalismo não afeta a profissão de RP” diz presidente do CONRERP/2

Por Ana Luiza Moulatlet/Redaçã o Portal IMPRENSA

Com o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade- decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 17 de junho – a única profissão da área de Comunicação Social que exige o diploma é a de Relações Públicas, já que para exercer Publicidade e Propaganda ele também não se faz necessário.

A decisão do STF, no entanto, vem suscitando discussões das mais diferentes entidades do país, o Portal IMPRENSA conversou com Elaine Lina, presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas (CONRERP) 2ª Região – São Paulo e Paraná, para entender as especificidades da profissão de Relações Públicas e o porquê da obrigatoriedade do diploma ainda vigorar na área.

A posição de Elaine, e do CONRERP, é clara: o órgão apóia a exigência do diploma, em todas as profissões. “Entendemos que a capacitação proporcionada pela universidade é fundamental para a formação de profissionais competentes e aptos a exercer as atividades da profissão. O mercado pode proporcionar a prática, sem dúvida. Mas os conceitos técnicos essenciais, somados a uma formação humanística ampla e reflexiva somente podem ser obtidos por meio de cursos regulares de formação superior”.

Portal IMPRENSA – Gostaria de saber algumas especificidades da área de Relações Públicas para entender melhor como funciona a profissão, e entrar um pouco na discussão sobre a exigência de diploma.

Elaine Lina – Antes de mais nada, é preciso esclarecer que a profissão de Jornalismo não foi desregulamentada e nem o MTB [registro no Ministério do Trabalho] invalidado. Somente um dos critérios para sua obtenção – o diploma universitário – é que foi revogado. No mais, tudo continua valendo. Sendo assim, é correto afirmar que as três profissões continuam regulamentadas.

IMPRENSA – Qual é a opinião do CONRERP sobre o fim da exigência do diploma de Jornalismo? Isso afeta de alguma maneira a área de Relações Públicas?

Elaine – Lamentamos a decisão que aboliu a obrigatoriedade do diploma, pois entendemos que é na universidade que o profissional alcança a verdadeira – e necessária – capacitação. Tanto que acreditamos ainda em uma reversão desta situação. Não entendemos, porém, que esta decisão possa de alguma forma afetar as Relações Públicas, pois são situações e contextos absolutamente distintos.

IMPRENSA – O que é necessário para ser Relações Públicas? É preciso ter algum pré-requisito?

Elaine – Conforme Lei Federal nº5377/67, para ser um profissional de relações públicas é preciso ser bacharel formado em escola de nível superior em Relações Públicas ou ter concluído curso equivalendo no exterior, desde que o diploma seja validado pelo MEC no Brasil.

IMPRENSA – Como se tira o registro de RP? Quais são os trâmites?

Elaine - O passo a passo para emissão do registro profissional pode ser encontrado no site do CONRERP 2ª Região, mas de forma sucinta podemos dizer que é necessário reunir os documentos pessoais e diploma de formação universitária (ou certificado de conclusão de curso, para registros provisórios), foto e formulários preenchidos e assinados pelo requerente e recolher as taxas determinadas pela legislação, também encontradas no site. Isto para o registro de pessoa física. É importante lembrar que no caso de empresas que se dedicarem à prestação de serviços de relações públicas estas também precisam efetuar seu registro de pessoa jurídica, a exemplo de qualquer profissão regulamentada, uma vez que o Direito brasileiro distingui pessoa física e jurídica em suas responsabilidades e atribuições. Todos os formulários e outras informações pertinentes encontram-se no site ou podem ser obtidas pelo 0800 do CONRERP 2ª Região (0800 167 853).

IMPRENSA – Vocês consideram, como classe, o diploma necessário para o exercício da profissão de RP?

Elaine - Com absoluta certeza. Conforme já mencionamos no caso de Jornalismo, também para Relações Públicas entendemos que a capacitação proporcionada pela universidade é fundamental para a formação de profissionais competentes e aptos a exercer as atividades da profissão. O mercado pode proporcionar a prática, sem dúvida. Mas os conceitos técnicos essenciais, somados a uma formação humanística ampla e reflexiva somente podem ser obtidos por meio de cursos regulares de formação superior. Em resumo, acredito que o mercado sozinho pode até formar técnicos operacionais em determinadas atividades dentro do escopo da profissão, mas o profissional pleno, de pensamento estratégico amplo, precisa da formação superior.

IMPRENSA – Os conselhos regionais e o nacional defendem a reserva de mercado?

Elaine - Não posso falar pelos demais conselhos, mas o CONRERP 2ª Região entende que “reserva de mercado” não seria o termo mais adequado, pois pode dar margem a interpretações equivocadas. O que defendemos sim é a devida qualificação dos profissionais que se disponham a exercer a profissão e o reconhecimento ou acreditação desses profissionais por meio de órgãos com a devida legitimidade para tal.

IMPRENSA – Vocês tem algum tipo de receio de que com a queda do diploma de Jornalismo e a não existência da necessidade do diploma para Publicidade e Propaganda possa acontecer o mesmo com as Relações Públicas?

Elaine – Não acredito que isto possa ocorrer. Não vejo razões plausíveis para quaisquer questionamentos sobre a legitimidade da exigência de qualificação em nível superior para profissionais que irão trabalhar com o bem mais precioso das instituições: sua reputação frente à opinião pública.

Fonte: Portal Imprensa – Publicado em: 25/06/2009 14:22.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Código de ética dos profissionais de Relações Públicas

Resolução CONFERP no 02/85, de 06/11/85

Princípios Fundamentais

I – Somente pode intitular-se profissional de Relações Públicas e, nesta qualidade, exercer a profissão no Brasil, a pessoa física ou jurídica legalmente credenciada nos termos da Lei em vigor.

II– O profissional de Relações Públicas baseia seu trabalho no respeito aos princípios da "Declaração Universal dos Direitos do Homem".

III– O profissional de Relações Públicas, em seu trabalho individual ou em sua equipe, procurará sempre desenvolver o sentido de sua responsabilidade profissional, através do aperfeiçoamento de seus conhecimentos e procedimentos éticos, pela melhoria constante de sua competência científica e técnica e no efetivo compromisso com a sociedade brasileira.

IV – O profissional de Relações Públicas deve empenhar-se para criar estruturas e canais de comunicação que favoreçam o diálogo e a livre circulação de informações.

SEÇÃO I
Das Responsabilidades Gerais:

Artigo 1º- São deveres fundamentais do profissional de Relações Públicas:

a. Esforçar-se para obter eficiência máxima em seus serviços, procurando sempre se atualizar nos estudos da Comunicação Social e de outras áreas de conhecimento.

b. Assumir responsabilidades somente por tarefas para as quais esteja capacitado, reconhecendo suas limitações e renunciando a trabalho que possa ser por elas prejudicado.

c. Colaborar com os cursos de formação de profissionais em Relações Públicas, notadamente ao aconselhamento e orientação aos futuros profissionais.

Artigo 2º- Ao profissional de Relações Públicas é vedado:

a. Utilizar qualquer método, meio ou técnica para criar motivações inconscientes que, privando a pessoa do seu livre arbítrio, lhe tirem a responsabilidade de seus atos.

b. Desviar para atendimento particular próprio, com finalidade lucrativa, clientes que tenha atendido em virtude de sua função técnica em organizações diversas.

c. Acumpliciar-se com pessoas que exerçam ilegalmente a profissão de Relações Públicas.

d. Disseminar informações falsas ou enganosas ou permitir a difusão de notícias que não possam ser comprovadas por meio de fatos conhecidos e demonstráveis.

e. Admitir práticas que possam levar a corromper ou a comprometer a integridade dos canais de comunicação ou o exercício da profissão.

f. Divulgar informações inverídicas da organização que representa.

SEÇÃO II
Das Relações com o Empregador:

Artigo 3º- O profissional de Relações Públicas, ao ingressar em uma organização como empregado, deve considerar os objetivos, a filosofia e os padrões gerais desta, tornando-se interdito o contrato de trabalho sempre que normas, políticas e costumes até vigentes contrariem sua consciência profissional, bem como os princípios e regras deste código.

SEÇÃO III
Das Relações com o Cliente:

Artigo 4º- Define-se como cliente a pessoa, entidade ou organização a quem o profissional de Relações Públicas – como profissional liberal ou empresa de Relações Públicas – presta serviços profissionais.

Artigo 5º- São deveres do profissional de Relações Públicas, nas suas relações com os clientes:

a. Dar ao cliente informações concernentes ao trabalho a ser realizado, definindo bem seus compromissos e responsabilidades profissionais, a fim de que ele possa decidir-se pela aceitação ou recusa da proposta dos serviços profissionais;

b. Esclarecer ao cliente, no caso de atendimento em equipe, a definição e qualificação profissional dos demais membros desta, seus papéis e suas responsabilidades;

c. Limitar o número de seus clientes às condições de trabalho eficiente;

d. Sugerir ao cliente serviços de outros colegas sempre que se impuser a necessidade de prosseguimento dos serviços prestados, e estes, por motivos ponderáveis, não puderam ser continuados por quem as assumiu inicialmente;

e. Entrar em entendimentos com seu substituto comunicando-lhe as informações necessárias à boa continuidade dos trabalhos, quando se caracterizar a situação mencionada no item anterior.

Artigo 6º- É vedado ao profissional de Relações Públicas atender clientes concorrentes, sem prévia autorização das partes atendidas.

Artigo 7º- Não deve o profissional de Relações Públicas aceitar contrato em circunstâncias que atinjam a dignidade da profissão e os princípios e normas do presente Código.

SEÇÃO IV
Dos Honorários Profissionais:

Artigo 8º- Os honorários e salários devem ser fixados por escrito, antes do início do trabalho a ser realizado, levando-se em consideração, entre outros:

1. Vulto, dificuldade, complexidade, pressão de tempo e relevância dos trabalhos a executar;

2. Necessidade de ficar impedido ou proibido de realizar outros trabalhos paralelos;

3. As vantagens que, do trabalho, se beneficiará o cliente;

4. A forma e as condições de reajuste;

5. O fato de se tratar de um cliente eventual, temporário ou permanente;

6. A necessidade de locomoção na própria cidade ou para outras cidades do Estado
ou do País.

Artigo 9º- O profissional de Relações Públicas só poderá promover, publicamente, a divulgação de seus serviços com exatidão e dignidade, limitando-se a informar, objetivamente, suas habilidades, qualificações e condições de atendimento.

Artigo 10 - Na fixação dos valores deve se levar em conta o caráter social da profissão. Em casos de entidades filantrópicas ou representativas de movimentos comunitários, o profissional deve contribuir sem visar lucro pessoal, com as atribuições específicas de Relações Públicas, comunicando ao CONRERP de sua Região as ações por ele praticadas.

SEÇÃO V
Das Relações com os Colegas

Artigo 11 - O profissional das Relações Públicas deve ter para com seus colegas a consideração e a solidariedade que fortaleçam a harmonia e o bom conceito da classe.

Artigo 12 - O profissional de Relações Públicas não atenderá cliente que esteja sendo assistido por outro colega, salvo nas seguintes condições:

a. a pedido desse colega;

b. quando informado, seguramente, da interrupção definitiva do atendimento prestado pelo colega.

Artigo 13 - O profissional de Relações Públicas não pleiteará para si emprego, cargo ou função que esteja sendo exercido por outro profissional de Relações Públicas.

Artigo 14 - O profissional de Relações Públicas não deverá, em função do espírito de solidariedade, ser conivente com erro, contravenção penal ou infração a este Código de Ética praticado por outro colega.

Artigo 15 - A crítica a trabalhos desenvolvidos por colegas deverá ser sempre objetiva, construtiva, comprovável e de inteira responsabilidade de seu autor, respeitando sua honra e dignidade.

SEÇÃO VI
Das Relações com Entidades de Classe:

Artigo 16 - O profissional de Relações Públicas deverá prestigiar as entidades profissionais e científicas que tenham por finalidade a defesa da dignidade e dos direitos profissionais, a difusão e o aprimoramento das Relações Públicas e da Comunicação Social, a harmonia e a coesão de sua categoria social.

Artigo 17 - O profissional de Relações Públicas deverá apoiar as iniciativas e os movimentos legítimos de defesa dos interesses da classe, tendo participação efetiva através de seus órgãos representativos.

Artigo 18 - O profissional de Relações Públicas deverá cumprir com as suas obrigações junto às entidades de classe, às quais se associar espontaneamente ou por força de Lei, inclusive no que se refere ao pagamento de anuidades, taxas e emolumentos legalmente estabelecidos.

SEÇÃO VII
Das Relações com a Justiça

Artigo 19 - O profissional de Relações Públicas, no exercício legal da profissão, pode ser nomeado perito para esclarecer a Justiça em matéria de sua competência.

Parágrafo Único: – O profissional de Relações Públicas deve escusar-se de funcionar em perícia que escape à sua competência ou por motivos de força maior, desde que dê a devida consideração à autoridade que o nomeou.

Artigo 20 - O profissional de Relações Públicas tem por obrigação servir imparcialmente à Justiça, mesmo quando um colega for parte envolvida na questão.

Artigo 21 - O profissional de Relações Públicas deverá agir com absoluta isenção, limitando-se à exposição do que tiver conhecimento através da análise e observação do material apresentado e não ultrapassando, no parecer, a esfera de suas atribuições.

Artigo 22 - O profissional de Relações Públicas deverá levar ao conhecimento da autoridade que o nomeou a impossibilidade de formular parecer conclusivo, face à recusa do profissional em julgamento, em fornecer-lhe dados necessários à análise.

Artigo 23 - É vedado ao profissional de Relações Públicas:

a. Ser perito do seu cliente;

b. Funcionar em perícia em que sejam parte parente até o segundo grau, ou afim, amigo ou inimigo e concorrente de cliente seu;

c. Valer-se do cargo que exerce, ou dos laços de parentesco ou amizade para pleitear ser nomeado perito.

SEÇÃO VIII
Do Sigilo Profissional

Artigo 24 - O profissional de Relações Públicas guardará sigilo das ações que lhe forem confiadas em razão de seu ofício e não poderá ser obrigado à revelação de seus assuntos que possam ser lesivos a seus clientes, empregadores ou ferir a sua lealdade para com eles em funções que venham a exercer posteriormente.

Artigo 25 - Quando o profissional de Relações Públicas faz parte de uma equipe, o cliente deverá ser informado de que seus membros poderão ter acesso a material referente aos projetos de ações.

Artigo 26 - Nos casos de perícia, o profissional de Relações Públicas deverá tomar todas as precauções para que, servindo à autoridade que o designou, não venha a expor indevida e desnecessariamente ações do caso em análise.

Artigo 27 - A quebra de sigilo é necessária quando se tratar de fato delituoso, previsto em lei, e a gravidade de suas conseqüências, para os públicos envolvidos possam criar para o Profissional de Relações Públicas o imperativo de consciência de denunciar o fato.

SEÇÃO IX
Das Relações Políticas e do exercício do Lobby:

Artigo 28 - Defender a livre manifestação do pensamento, a democratização e a popularização das informações e o aprimoramento de novas técnicas de debates é função obrigatória do profissional de Relações Públicas.

Artigo 29 - No exercício de Lobby o profissional de Relações Públicas deve se ater as áreas de sua competência, obedecendo as normas que regem a matéria emanadas pelo Congresso Nacional, pelas Assembléias Legislativas Estaduais e pelas Câmaras Municipais.

Artigo 30 - É vedado ao profissional de Relações Públicas utilizar-se de métodos ou processo escusos, para forçar quem quer que seja a aprovar matéria controversa ou projetos, ações e planejamentos, que favoreçam os seus propósitos.

SEÇÃO X
Da Observância, Aplicação e Vigência do Código de Ética:

Artigo 31 - Cumprir e fazer cumprir este código é dever de todos os profissionais de Relações Públicas.

Artigo 32 - O Conselho Federal e os Regionais de profissionais de Relações Públicas manterão Comissão de Ética para:

- Assessorar na aplicação do Código;

- Julgar as infrações cometidas e casos omissos, ad referendum de seus respectivos plenários.

Artigo 33 - As normas deste Código são aplicadas às pessoas físicas e jurídicas, que exerçam a atividade profissional de Relações Públicas.

Artigo 34 - As infrações a este Código de Ética profissional poderão acarretar penalidades várias, desde multa até cassação de Registro Profissional.

Artigo 35 - Cabe ao profissional de Relações Públicas denunciar aos seus Conselhos Regionais qualquer pessoa que esteja exercendo a profissão sem respectivo registro, infringindo a legislação ou os artigos deste Código.

Artigo 36 - Cabe ao profissional de Relações Públicas docentes, supervisores, esclarecer, informar e orientar os estudantes quanto aos princípios e normas contidas neste Código.

Artigo 37 - Compete ao Conselho Federal formar jurisprudência quanto aos casos omissos, ouvindo os Regionais, e fazê-la incorporar a este Código.

Artigo 38 - O presente Código entrará em vigor em todo o território nacional a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.

Sites sobre RP

Veja a lista dos sites que trazem informações sobre RP.

http://www.sobresites.com/relacoespublicas/portais.htm.


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Waldyr Gutierrez Fortes é o grande homenageado da quarta edição do Prêmio Relações Públicas do Brasil


O professor doutor Waldyr Gutierrez Fortes foi o escolhido deste ano para receber a Medalha Dois de Dezembro, honraria máxima da premiação, concedida a apenas um profissional a cada edição. Já receberam esta honraria o idealizador do prêmio prof. Luiz Gonzaga, a profa. Margarida Kunsch e a profa. Claudia Moura.

Waldyr Gutierrez Fortes é um dos mais impo
rtantes autores da área, com muitas contribuições para a profissão, além de ser o grande pioneiro das relações públicas brasileiras na Internet, com o seu Portal RP e Transmarketing (www.portal-rp.com.br), o mais completo e representativo portal da área no Brasil.

Fonte: http://www.rp-bahia.com.br/rpdobrasil/noticia3.htm.

RELAÇÕES PÚBLICAS

É a promoção da boa imagem de empresas ou instituições perante o público interno e externo. O bacharel executa a estratégia de comunicação de uma empresa, instituição ou órgão público. Para isso, transmite informações e orientações sobre seus valores, objetivos, ações, produtos e serviços para os funcionários, clientes, consumidores, fornecedores, o governo e a comunidade. Formula e administra ações para o bom relacionamento da organização com esses diferentes públicos. Elabora e divulga boletins internos e externos, cria programas de integração com a comunidade e organiza atividades promocionais.

O mercado de trabalho

Há vagas nos departamentos de comunicação de companhias de diversos setores. O profissional é contratado para desenvolver projetos de comunicação interna. As agências especializadas em relações públicas, que prestam serviços para empresas, também abrem portas. O setor público busca esse profissional - prefeituras de todo o Brasil realizam concursos anualmente. ONGs, fundações e instituições querem os especialistas para o planejamento e a captação de recursos. São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife são cidades promissoras. Brasília é uma boa praça na área governamental.

O curso

No início, o currículo enfatiza a comunicação. Entre as disciplinas específicas estão organização de eventos, política de comunicação e planejamento. Como é importante compreender o funcionamento de uma organização, há aulas de administração, economia e marketing. É comum que o curso seja oferecido como habilitação na graduação em Comunicação Social.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

* Administração: Promover ações para a valorização de uma empresa ou marcas. Criar canais de comunicação com os funcionários e fornecedores, clientes, governo e comunidade.

* Cerimonial e protocolo: Orientar empresários, políticos e chefes de Estado sobre etiqueta e comportamento.

* Comunicação institucional: Divulgar os valores e as políticas da organização para funcionários, clientes, consumidores e fornecedores.

* Eventos: Organizar palestras, exposições, recepções, coquetéis e outras solenidades de promoção da empresa.

* Atenção ao cliente: Atender as solicitações e reclamações de consumidores, para melhorar a qualidade dos produtos e serviços da empresa.

* Pesquisa de opinião: Coletar dados sobre o público interno e externo da empresa para desenvolver planos de comunicação e de ação.

* Planejamento estratégico: Traçar a estratégia de relacionamento e de comunicação com a comunidade, a imprensa, os fornecedores, a concorrência e os consumidores.

*Projetos institucionais: Analisar pedidos, apresentados a empresas, de parceria em projetos sociais, culturais e educacionais, coordenando sua adequação à filosofia e aos objetivos da instituição.


Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/profissoes_280079.shtml.

sábado, 27 de junho de 2009

A televisão no Brasil


Em 3 de Abril de 1950 ocorreu a pré-estréia da televisão no Brasil, com uma apresentação de Frei José Mojita, onde as imagens foram assistidas em aparelhos instalados no saguão dos Diários Associados.

A TV Tupi de São Paulo, PRF-3TV, canal 3, foi inaugurada em 18 de setembro de 1950. Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo estava à frente desse sonho, ele já possuía uma rede de jornais e emissoras de rádio chamada Diários Associados.

O primeiro programa transmitido foi “TV na taba”, apresentado por Homero Silva e contou com a participação de Lima Duarte, Hebe Camargo, Mazzaropi, Ciccilo, Lia Aguiar, Vadeco, Ivon Cury, Lolita Rodrigues, Wilma Bentivegna, Aurélio Campos, do jogador Baltazar e da orquestra George Henri.

Com a ajuda dos profissionais dos jornais, do rádio e do teatro, as transmissões aconteciam das 18h às 23h e assim foi posto no ar o primeiro telejornal, chamado “Imagens do Dia”.

No ano de 1951 o número de aparelhos de televisão entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo já ultrapassam 7 mil. Neste mesmo ano foi ao ar à primeira telenovela brasileira chamada “Sua vida me pertence”, escrita Walter Foster e estrelada pelo próprio Foster, juntamente com Lia de Aguiar, Vida Alves, José Parisi e Dionísio de Azevedo.

A televisão no Brasil crescia de forma rápida e concisa. No dia 15 de Julho de 1955 mais uma emissora era inaugurada, a TV Rio, de João Batista do Amaral e Paulo Machado.

No ano de 1962 é implantado o Código Brasileiro de Telecomunicações e criado o Conselho Nacional de Telecomunicações (CONTEL), permitindo o Governo Federal a construir uma empresa pública, Empresa Brasileira de Telecomunicações. Neste mesmo ano foi criada a ABERT (Associação Brasileira de Rádio e Televisão). O primeiro ato concebido foi à mudança da concessão, que era de 3 anos e passou a ser de 15 anos.

Dois gêneros de programas foram fundamentais para que a TV fosse considerada o fenômeno da comunicação de massa no país: o programa de auditório e a telenovela.

Profissionais como Chacrinha, Hebe Camargo e Silvio Santos surgiram para comandar esses tidos programas de massa1. Chacrinha e Silvio Santos tinham seus programas voltados para um público de nível sócio-cultural mais baixo, onde eram apresentadas atrações de apelo popular como calouros, gincanas, distribuição de prêmios, concursos e outros.

Já Hebe Camargo mantinha um público de nível mais elevado, onde em seu programa eram apresentados desfiles de moda, debates, entrevistas a famosos e boa música popular brasileira.

A década de 70 foi repleta de conquistas para a televisão brasileira, dentre elas estavam à transmissão via satélite e a transmissão a cores. A inserção da cor na televisão exigiu a instalação de novos dispositivos técnicos que, menores e mais aprimorados, permitiam mudanças inclusive na linguagem da televisão.

A partir dos anos 80 o jornalismo foi responsável por transmissões de grande repercussão social no país. Vários tipos de notícias passaram a ser noticiada ao passo que aumentavam a audiência. Com isso o jornalismo deu início a um sutil processo de formação de opinião.

Após a promulgação do AI-5, todo e qualquer veículo de comunicação deveria ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita a inspeção local por agentes autorizados. Obviamente, muitos materiais foram censurados. As equipes envolvidas, impossibilitadas de publicar maiores esclarecimentos, tomavam medidas diversas. Algumas publicações impressas simplesmente deixavam trechos inteiros em branco. Outros, publicavam receitas culinárias estranhas, que nunca resultavam no alimento proposto por elas.

Além de protestar contra a falta de liberdade de imprensa, tentava-se fazer com que a população brasileira passasse a desconfiar das torturas e mortes por motivos políticos, desconhecidas pela maioria.

A violência do Estado era notada nos confrontos policiais e em conhecidos que desapareciam, mas, não era possível a muitos imaginar as proporções reais de tudo isso. Aparentemente, o silêncio imposto em relação às torturas era para que menos pessoas se revoltassem e a situação se tornasse, então, incontrolável.

Além de censurar as torturas, muitas outras coisas também não poderiam ser veiculadas. Em 15 de setembro de 1972, o seguinte telegrama exemplificador foi recebido pelo diretor da surcusal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo.

No dia 3 de Fevereiro de 1980 acabou a censura do telejornalismo, dando início a um jornalismo mais aberto.

A televisão prestigiou no final da década de 80 e início da década de 90, a violência de variadas formas. O telejornalismo foi de suma importância para a veiculação da violência. Programas passaram a ser criado com o intuito de promover a desgraça e explorar o sensacionalismo mórbido e cruel, trazendo com isso o aumento da audiência, proporcionando a outras emissoras veicularem noticiários com o mesmo nível de informação.A partir dessa veiculação da violência na mídia os filmes e seriados estrangeiros propagaram exageradamente todo e qualquer tipo de violência, criando com isso a banalização da mesma e tornando-a uma atração normal, a ponto de influenciar o principal produto da televisão, a telenovela.

A telenovela por sua vez incorporou às cenas trágicas uma violência explícita desnecessária e perdeu audiência, motivo pelo qual fez com que rapidamente volta-se aos padrões considerados normais pelo seu público.

Novas modalidades de violência passaram a surgir em programas específicos nas TVs a cabo, tais como: agressões familiares, crimes, catástrofes, acidentes, entre outros, que continuam sendo exibidos e vendidos ao público brasileiro. Em contrapartida o público mantém um ávido interesse nesse tipo de programação, causando assim uma enorme audiência.

Conforme o aumento da programação violenta surge nos anos 90, um tipo de comunicador de auditório novo, diferente dos comunicadores já existentes. Esse novo modelo de comunicador é agressivo, irreverente, propositalmente sem educação, apresentando temas escabrosos2 com atração principal de seus programas, transformando televisão em um palco da miséria humana, conquistando com isso uma grande audiência e proporcionando bom lucro a seus patrocinadores, à emissora e a si próprio.

Nos anos 90 a televisão sofreu algumas inovações em sua programação, dentre elas estão às maiores veiculações do esporte, maiores variedades dos programas femininos, a criação da TV interativa, entre outros.


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1 São meios de comunicação de massa mais comuns: Televisão, Rádio, Jornal, Revistas, Internet. Todos eles têm como principal função informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos.

2 Algo irregular, indecoroso, indecente, infame, vergonhoso, inconveniente.


Fonte: TCC - Fique Alerta: Especificação do grotesco ou apelo social?, Autora: Poliana Lima.