segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Relações públicas une administração e comunicação


A carreira de relações públicas ensina a gerenciar a comunicação interna e externa de diferentes tipos de organizações, sejam elas privadas, públicas ou do terceiro setor. Empresas, ONGs, órgãos do governo, estatais, sindicatos - estas e outras entidades estão dentro da esfera de atuação de um recém-formado da área.

A profissão envolve planejar e pensar estrategicamente as formas de comunicação, de acordo com a coordenadora do curso de relações públicas da USP, Margarida Maria Kunsch.

- As empresas não aceitam mais "improvisar" a forma como falam com a imprensa, com seus clientes, com o governo e a comunidade. Ela quer um bom profissional. Para ser bom, ela cobra que ele conheça e saiba manusear todas as mídias, sejam impressas, digitais e audiovisuais.

Não faltam vagas no mercado. Áreas que estão em expansão na carreira são o gerenciamento de crises - quando um produto sofre um recall, tem má repercussão ou quando há um acidente, por exemplo. Nestes casos, afirma Margarida, cabe ao relações públicas decidir o que o porta-voz da empresa vai falar, quando fala e quem está autorizado a se pronunciar. Ele também redige os comunicados à imprensa.

O monitoramento do que está sendo publicado sobre a organização na internet também é uma seara promissora no mercado. Cresceu muito o número de concursos para relações públicas em estatais nos últimos anos - segundo a coordenadora do curso da USP, o setor estatal paga melhor do que o privado.

No Brasil, são oferecidas 122 graduações em relações públicas, segundo dados do MEC (Ministério da Educação). A duração do curso é de quatro anos e a maior parte deles está concentrada no Sul e Sudeste, notadamente RS, SP e RJ.

Margarida detalha:

- O aluno vai ter matérias de ética, sociologia e psicologia da comunicação nos dois primeiros anos. Mescladas a elas há as mais específicas, como assessoria de imprensa, pesquisa de opinião e comunicação organizacional.

O último ano do curso reserva as disciplinas mais práticas. Os alunos vão estudar gestão estratégica, produção de jornais institucionais e elaboram um projeto experimental.

- O projeto dura seis meses, é um estudo de caso de uma empresa ou organização real. Feito em grupo, o trabalho analisa todos os aspectos relevantes da comunicação da entidade escolhida. Um bom trabalho propõe soluções para problemas encontrados, além de inovações e reduções de custos.

Na maioria das universidades particulares, o projeto experimental é o último trabalho que o estudante vai enfrentar antes de obter o diploma. Nas públicas como a USP, entretanto, o aluno tem ainda uma monografia pela frente.

O estágio, apesar de não ser obrigatório, é "fundamental para conhecer o mercado de trabalho e ter experiência na profissão", diz Margarida, que coordena o curso da USP. A média salarial de um recém-formado, diz ela, é de R$ 2.000 - mas varia conforme a organização em que o profissional trabalha. No setor público, via concurso, os pagamentos podem ser de até R$ 7.500 para início de carreira, afirma Margarida.

Fonte: R7

Ciclo Comunicar

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

REFERÊNCIAIS NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E RELAÇÕES PÚBLICAS

Carga Horária: 2700

1. PERFIL DO EGRESSO

O profissional de Comunicação Organizacional e Relações Públicas atua em pesquisa, planejamento, gestão e avaliação da comunicação nas organizações públicas, privadas e do terceiro setor. No exercício profissional ele desempenha funções administrativas, estratégicas, mediadoras e políticas; desenvolve trabalhos de pesquisa de opinião, de reputação e imagem e monitoramento do ambiente organizacional interno e externo para análise e avaliação de cenário e construção de diagnósticos situacionais. Ele atua na elaboração de políticas, planejamento estratégico, planos, projetos e programas específicos de comunicação para as diversas organizações, grupos e movimentos da sociedade civil.

No desempenho das suas funções, o profissional planeja e desenvolve programas e instrumentos para a comunicação interna; atua diretamente na gestão do relacionamento das organizações com seus públicos; planeja e organiza eventos de diferentes naturezas; promove ações para a construção da imagem e identidade das organizações; administra conflitos, crises e a comunicação de risco; coordena e produz instrumentos de comunicação com fins institucionais em diferentes formatos e suportes - impressos, digitais, audio-visuais e outros.

2. TEMAS

Temas Gerais

Teorias da Comunicação, História da Comunicação, Estudos de Mídia, Ética e Deontologia da Comunicação, Pesquisa em Comunicação, Tecnologias da Comunicação, Redes Interativas, Políticas de Comunicação, Estudos da Linguagem, Humanidades e Ciências Sociais, Responsabilidade Social, Gestão e Empreendedorismo, Expressão oral e escrita.

Temas específicos

Teorias e história das relações públicas; teorias da comunicação organizacional; teorias da opinião pública; comunicação pública; responsabilidade social e sustentabilidade; comunicação política; pesquisas de opinião pública; auditoria da comunicação organizacional; marketing; planejamento da comunicação; comunicação digital; produção de midias impressas, audiovisuais, digitais; comunicação estratégica com públicos específicos; web comunicação: portais corporativos, governamentais e comunitários e redes sociais; organização de eventos e cerimonial; imagem e identidade e reputação institucional; comunicação no terceiro setor; relações públicas internacionais; assessoria de comunicação; gestão da comunicação; avaliação e mensuração de programas de comunicação; construção de sentido no discurso organizacional;

3. ÁREA DE ATUAÇÃO

O profissional de Comunicação Organizacional e Relações Públicas está apto a atuar nas áreas de comunicação das organizações públicas, privadas e do terceiro setor, fazendo assessoria, consultoria, divulgação, cerimonial e eventos, planejamento, pesquisas, análises e elaborando instrumentos de comunicação, ensino e treinamento.

Na iniciativa privada ele pode atuar nas empresas prestadoras de serviços, em ramos diversos da economia tais como indústria, comércio e serviços. Na área governamental ele pode atuar nas assessorias de comunicação, parlamentar, comunicação pública além das específicas da área.

No terceiro setor, o profissional pode atuar em ONGs, Fundações, Institutos, Associações, OCIPs, OS, sindicatos, utilizando as técnicas e instrumentos específicos da área com ênfase na comunicação comunitária e participativa. O profissional pode ser também um empreendedor da área prestando serviço de assessoria para diversos segmentos.

4. Infra-Estrutura

Laboratório de Pesquisa em Comunicação, Laboratório para Comunicação Virtual, Hemeroteca, Laboratório de Redação, Biblioteca Especializada, Agência de Comunicação, Laboratórios Multimídia, Sala de aula Multimídia, Acesso a Estúdios de Radio e TV.

LEGISLAÇÃO PERTINENTE
LEI 5377 – de 11/12/1967
DECRETO 63.283 – 26/09/1968.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MEC debate novas referências nacionais para cursos de comunicação social

Margarida M. Krohling Kunsch

O Ministério de Educação, por meio da Secretaria de Educação Superior – SESu, sob a coordenação geral do Prof. Dr. Paulo Roberto Wollinger, Diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior, e com a participação de especialistas das áreas de conhecimento, iniciou, no ano corrente, a construção dos Referenciais Nacionais dos Cursos de Graduação (Bachalerado e Licenciatura).

A proposta do MEC é acabar com as “habilitações”, transformando-as em “cursos” e reduzir o número excessivo das nomenclaturas vigentes para terminologias específicas dos cursos existentes. Assim, por exemplo, a Comunicação Social é a grande área de conhecimento e as respectivas habilitações ora vigentes se converteriam em cursos.

Para tanto, foram realizados, ao longo deste ano, encontros com especialistas para a elaboração dos memoriais descritivos de cada um dos cursos de graduação. Iniciou-se com as áreas de “Engenharia”, “Ciências Exatas e da Terra”, “Ciências Biológicas e da Saúde”, “Transporte e Logística”, “Turismo, Gastronomia e Hotelaria” e “Informática”. No momento está em discussão a área de “Ciências Humanas e Sociais”.

Em cada encontro, após a apresentação dos participantes, solicitou-se aos especialistas convidados a análise da pertinência de manutenção, compilação e/ou supressão das diversas nomenclaturas dos cursos vigentes. Esses especialistas foram responsáveis pela elaboração dos memoriais descritivos, que deviam conter: o que faz o egresso do curso, os temas a serem estudados no período de sua formação, as áreas de atuação, bem como a infraestrutura necessária à oferta dos diferentes cursos.

De 13 a 14 de agosto de 2009, foi realizado, em Curitiba (PR) o encontro referente às “Ciências Humanas e Sociais”. A área da Comunicação Social esteve representada por professores e especialistas dos cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Radialismo, e Relações Públicas, que elaboraram os respectivos memoriais descritivos. O trabalho dos especialistas da área de Comunicação Social reunidos no encontro resultou na elaboração dos memoriais descritivos de cada curso que destacassem os seguintes itens:

1. Perfil do egresso

2. Temas gerais e específicos de sua formação

3. Área de atuação

4. Legislação

5. Infraestrutura-Laboratórios

Esses documentos encontram-se disponíveis no site do MEC e estão abertos para novas proposições e ajustes até o dia 16 de outubro próximo. É fundamental que nossa comunidade participe desse processo de consultas e envie sugestões.

Ressalte-se que não se trata de novas “diretrizes” para os cursos de graduação, mas sim de “referências”. A elaboração das diretrizes se dará em uma etapa posterior.

Fonte:http://www.intercom.org.br/boletim/a05n144/destaque01.shtml