domingo, 25 de abril de 2010

UMA PARCERIA SUSTENTÁVEL


Portal Mundo das Relações Públicas e Grupo Horizonte RP buscam posts
sobre sustentabilidade

http://www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp





Se internet é conexão, compartilhamento e produção de uma inteligência coletiva superior às capacidades individuais, nada melhor que ver parcerias entre canais digitais em nome da mobilização (e do benefício) de todos os agentes envolvidos. Pois é isto que estão organizando o portal Mundo das Relações Públicas(www.mundorp.com.br) e o grupo Horizonte RP (http://horizonterp.ning.com) para sorteio da obra "A Comunicação na Gestão da Sustentabilidade das Organizações", lançado pela Difusão Editora (www.difusaoeditora.com.br) com organização das relações públicas Margarida Kunsch e Ivone Oliveira.

A ação é comemorativa aos 13 anos de circulação ininterrupta do boletim RP em Ação, enviado para cadastrados do portal Mundo-RP - e atualmente distribuindo as manchetes através do perfil @rpemacao no Twitter.

A promoção "Uma Parceria Sustentável" pretende envolver blogueiros - de quaisquer áreas do conhecimento - para postagens de conteúdos sobre sustentabilidade entre os dias 23 e 29 de abril de 2010. Valem textos autorais reflexivos, colagem de materiais de diversas fontes, dicas de áudios e vídeos, entrevistas, proposição de lista bibliográfica e o que mais a criatividade dos participantes interessados permitir pela rede.

PARA PARTICIPAR

1- você faz um post sobre sustentabilidade, contendo uma introdução com um link para esta página (www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp) como fonte da ideia. O post deve ser assinado, podendo ter múltipla autoria;

2- você envia um email para Pedro baldurquino (coordenacao@horizonterp.com.br),
profissional de relações públicas integrante do Grupo Horizonte RP e responsável pela edição semanal dos "Melhores Posts da Semana" para notificar da sua participação, nominando o autor ou um dos autores como interlocutor;

3- você aguarda o resultado da avaliação, segundo critérios já adotados para os "Melhores Posts da Semana" (http://horizonterp.ning.com/profiles/blogs/10-dicas-para-os-bloguei... ). O vencedor da promoção vai ser anunciado no dia 3 de maio de 2010 através dos canais coligados ao Mundo-RP (perfil no Twitter, lista de discussão Mundo-RP no YahooGrupos, comunidade Relações Públicas no Orkut e boletim por email RP em Ação de maio) e ao grupo Horizonte RP(comunidade no Ning, perfil no Twitter e lista de discussão HorizonteRP no YahooGrupos), e recebe o livro via Correios na sequência. Todos os participantes da promoção qualificados pela análise vão ser incluídos numa listagem de posts ao lado do trabalho vencedor.

É totalmente válida a participação de responsáveis ou participantes de outras plataformas digitais, publicando em portais, comunidades e listas de discussão.

SOBRE O LIVRO

O livro "A Comunicação na Gestão da Sustentabilidade das Organizações" faz parte da Série Pensamento e Prática e é uma coletânea de artigos de pesquisadores de comunicação organizacional e relações públicas que participaram do Congresso Brasileiro Científico da Abrapcorp (www.abrapcorp.org.br) realizado em 2008 em Belo Horizonte/MG, que teve como tema exatamente a sustentabilidade. Apresenta discussões sobre a sustentabilidade como ponto de intersecção entre as estratégias de negócio de uma organização e suas demandas políticas, sociais e econômicas, alinhadas à preservação ambiental. Traz reflexões críticas, de cunho acadêmico e técnico, oferecendo subsídios para a melhor compreensão de como a comunicação pode contribuir para a construção de projetos de sustentabilidade. A obra está dividida em dezesseis capítulos em 262 páginas e conta com dezoito autores, num grande trabalho de reflexão sobre a otimização do relacionamento das empresas com seus públicos na construção da sustentabilidade, dentro das dimensões institucional, mercadológica e administrativa da comunicação.

O bom desta ideia é que todos nós, pela conscientização que pode ser gerada através da blogagem, vamos ser beneficiados pelas abordagens. Afinal, ou pensamos num processo integrado de vida e de negócios considerando os impactos nas pessoas e na natureza, ou não teremos consumidores, nem empresas, nem planeta. Este é o recado do Boletim RP em Ação entrando em seu ano 14.

Caso deseje utilizar estas imagens no seu post, clique no nome do arquivo correspondente: capadolivro, logomundorp, logohorizonterp e logosunidas. Alguma dúvida, entre em contato com o relações públicas Rodrigo Cogo (rodrigo@mundorp.com.br).

sábado, 24 de abril de 2010

Quem “controla” a mídia?

Por Venício A. de Lima

Você já ouviu falar em Alexander Lebedev, Alexander Pugachev, Rupert Murdoch, Carlos Slim ou Nuno Rocha dos Santos Vasconcelos? Talvez não, mas eles já "controlam" boa parte da informação e do entretenimento que circulam no planeta e, muito provavelmente, chegam diariamente até você, leitor(a).

Enquanto na América Latina, inclusive no Brasil, a grande mídia continua a fazer de conta que as ameaças à liberdade de expressão partem exclusivamente do Estado, em nível global confirma-se a tendência de concentração da propriedade e controle da mídia por uns poucos megaempresários.

Na verdade, uma das conseqüências da crise internacional que atinge, sobretudo, a mídia impressa tem sido a compra de títulos tradicionais por investidores – russos, árabes, australianos, latino-americanos, portugueses – cujo compromisso maior é exclusivamente o sucesso de seus negócios. Aparentemente, não há espaço para o interesse público.

Na Europa e nos Estados Unidos

Já aconteceu com os britânicos The Independent e The Evening Standard e com o France-Soir, na França. Na Itália, rola uma briga de gigantes no mercado de televisão envolvendo o primeiro ministro e proprietário de mídia Silvio Berlusconi (Mediaset) e o australiano naturalizado americano Rupert Murdoch (Sky Itália). O mesmo acontece no Leste europeu. Na Polônia, tanto o Fakt (o diário de maior tiragem) quanto o Polska (300 mil exemplares/dia) são controlados por grupos alemães.

Nos Estados Unidos, a News Corporation, de Murdoch, avança a passos largos: depois do New York Post, o principal tablóide do país, veio a Fox News, canal de notícias 24 horas na TV a cabo; o tradicionalíssimo The Wall Street Journal; o estúdio Fox Films e a editora Harper Collins. E o mexicano Carlos Slim é um dos novos acionistas do The New York Times.

E no Brasil?

Entre nós, anunciou-se recentemente que o Ongoing Media Group – apesar do nome, um grupo português – que edita o Brasil Econômico desde outubro, comprou o grupo O Dia, incluindo o Meia Hora e o jornal esportivo Campeão. O Ongoing detém 20% do grupo Impressa (português), é acionista da Portugal Telecom e controla o maior operador de TV a cabo de Portugal, o Zon Multimídia.

Aqui sempre tivemos concentração no controle da mídia, até porque , ao contrário do que acontece no resto do mundo, nunca houve preocupação do nosso legislador com a propriedade cruzada dos meios. Historicamente são poucos os grupos que controlam os principais veículos de comunicação, sejam eles impressos ou concessões do serviço público de rádio e televisão. Além disso, ainda padecemos do mal histórico do coronelismo eletrônico, que vincula a mídia às oligarquias políticas regionais e locais desde pelo menos a metade do século passado.

Desde que a Emenda Constitucional nº 36, de 2002, permitiu a participação de capital estrangeiro nas empresas brasileiras de mídia, investidores globais no campo do informação e do entretenimento atuam aqui. Considerada a convergência tecnológica, pode-se afirmar que eles, na verdade, chegaram antes, isto é, desde a privatização das telecomunicações.

Apesar da dificuldade de se obter informações confiáveis nesse setor, são conhecidas as ligações do Grupo Abril com a sul-africana Naspers; da NET/Globo com a Telmex (do grupo controlado por Carlos Slim) e da Globo com a News Corporation/Sky.

Tudo indica, portanto, que, aos nossos problemas históricos, se acrescenta mais um, este contemporâneo.

Quem ameaça a liberdade de expressão?

Diante dessa tendência, aparentemente mundial, de onde partiria a verdadeira ameaça à liberdade de expressão?

Em matéria sobre o assunto publicada na revista CartaCapital nº 591, o conhecido professor da New York University, Crispin Miller, afirma em relação ao que vem ocorrendo nos Estados Unidos:

"O grande perigo para a democracia norte-americana não é a virtual morte dos jornais diários. É a concentração de donos da mídia no país. Ironicamente, há 15 anos, se dizia que era prematuro falar em uma crise cívica, com os conglomerados exercendo poder de censura sobre a imensidão de notícias disponíveis no mundo pós-internet (...)."

Todas estas questões deveriam servir de contrapeso para equilibrar a pauta imposta pela grande mídia brasileira em torno das "ameaças" à liberdade de expressão. Afinal, diante das tendências mundiais, quem, de fato, "controla" a mídia e representa perigo para as liberdades democráticas?


FONTE: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=586JDB016

O sensacionalismo na televisão


Os primeiros elementos sensacionalistas da imprensa brasileira foram encontrados em folhetins, a partir de 1840.

Para Angrimani (1995), o sensacionalismo é caracterizado, primordialmente, pelo tipo de linguagem utilizada, seja na imprensa, televisão ou rádio. Ele afirma que não há distanciamento, nem proteção de neutralidade na linguagem sensacionalista.

A situação é praticamente a mesma em vários estados brasileiros. As afiliadas das grandes redes de televisão normalmente têm, na sua programação, programas popularescos que invocam a bestialidade e a “ignorância” do povo.

Por trás de uma justificativa não muito convincente, os apresentadores desses telejornais alegam que está prestando grande serviço a população, estão dando voz ao povo que tanto é esmagado pela classe mais alta da sociedade, e que apenas estes programas são a solução para tal descaso.

A imprensa como um todo trabalha com a idéia de que o que é bom é o que o povo gosta. E em busca da audiência tão almejada algumas regras da ética e da moral são deixadas de lado.

Boa parte da imprensa brasileira admite o fato policial como um atrativo para o público e por isso dificilmente um crime deixa de ser noticiado.

Ao falarmos de sensacionalismo, falamos da manipulação da informação, onde essa é apresentada num formato exagerado ou enganador. A exploração de notícias sensacionalista gera audiência, o que pode resultar em mais sensacionalismo. Ela pode vir expressa na apresentação visual, no tema e na forma de apresentar o discurso.

Marcondes Filho descreve a prática sensacionalista como nutriente psíquico, desviante ideológico e descarga de pulsões instintivas. Caracteriza sensacionalismo como “o grau mais radical de mercantilização da informação: tudo o que se vende é aparência e, na verdade, vende-se aquilo que a informação interna não irá desenvolver melhor do que a manchete. Esta está carregada de apelos e carências psíquicas das pessoas e explora-as de forma sádica, caluniadora e ridicularizadora. [...] No jornalismo sensacionalista as noticias funcionam como pseudo-alimentos as carências do espírito [...] O jornalismo sensacionalista extrai do fato, da noticia, a sua carga emotiva e apelativa e a enaltece. Fabrica uma nova noticia que a partir daí passa a se vender por si mesma”. (FILHO, apud AGRIMANI, 1995).
Os noticiários sensacionalistas servem apenas para satisfazer as necessidades instintivas do público através de calunia e ridicularização das pessoas. A imprensa sensacionalista desvia o público de sua realidade imediata.

Marcondes Filho escreve que “escândalos, sexo e sangue compõem o conteúdo dessa imprensa [...] como as mercadorias em geral, interessa ao jornalista de um veiculo sensacionalista o lado aparente, externo, atraente do fato. Sua essência, seu sentido, sua motivação ou sua história estão fora de qualquer cogitação”.(FILHO, apud ANGRIMANI,1995).

A linguagem sensacionalista não pode ser sofisticada, tem que ser o mais próximo possível do público ao qual deseja atingir.

A linguagem utilizada é a coloquial, diferente da usada nos jornais informativos comuns, é utilizada a linguagem coloquial exagerada, com emprego excessivo de gírias e palavrões.

“A narrativa (sensacionalista) transporta o leitor; é como se ele estivesse lá, junto ao estuprador, ao assassino, ao macumbeiro, ao seqüestrador, sentindo as mesmas emoções. Essa narrativa delega sensações por procuração, porque a interiorização, a participação e o reconhecimento desses papéis, tornam o mundo da contravenção subjetivamente real para o leitor. A humanização do relato faz com que o leitor reviva o acontecimento como se fosse ele o próprio autor do que está sendo narrado”. (ANGRIMANI, 1995).
Muniz Sodré (2006) entende que o aumento exponencial da violência, em todas as suas formas, na maior parte dos grandes centros urbanos da América Latina e do resto do mundo, assim como o primado avassalador dos meios de comunicação sobre as formas de acesso de jovens e adultos às regras de relacionamento intersubjetivo no espaço social, coloca continuamente a mídia no centro das interrogações sobre o fenômeno da violência.

Podemos trabalhar com a hipótese de que, no território nacional a violência criminal cresce diretamente ao aumento populacional nos grandes centros urbanos e da deterioração das condições de vida tais como: o desemprego, subemprego, deficiência alimentar, a falta de moradia.

Geralmente, o rótulo sensacionalista está ligado aos programas e jornais que dão um enfoque maior às coberturas policiais, com a superexposição da violência, a exibição de imagens e fatos chocantes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Relações públicas em alta

O futuro chegou para o profissional e para as atividades de relações públicas.

Cansados de ouvir que RP era a profissão do futuro os profissionais da área estão satisfeitos com a receptividade encontrada atualmente no mercado de trabalho. Embora ainda exista muito a conquistar, a profissão está deixando de ser o “patinho feio” da comunicação e demonstra pujança e vitalidade. A adoção de uma cultura de comunicação multimídia por parte das empresas trouxe um novo alento para os RP’s que tem se posicionado como estrategistas de comunicação e estão ascendendo a cargos no topo da pirâmide empresarial. Diversas matérias e artigos que circulam na grande imprensa falam da importância da atividade e de sua valorização pelas empresas.

As matérias destacam os salários dos profissionais do setor, como sendo os que conquistaram os maiores reajustes nos últimos tempos. Várias são as fontes que indicam os avanços conquistados. O conhecido escritor e consultor de marketing estadunidense, Al Ries, por exemplo, é um dos grandes entusiastas das RP’s. Ele afirma que “hoje, para a maior parte das empresas, RP é importante demais para ficar atrás da propaganda. Sob muitos aspectos, os papéis se inverteram. A propaganda é a continuidade das relações públicas, por outros métodos e, só deve começar depois que o programa de RP estiver implementado e em andamento.” E completa, “além do mais, as RP’s são bem mais baratas”. Os órgãos representativos da categoria também estão mobilizados, promovendo a reabilitação da profissão.

Em Minas Gerais, um mercado até então tímido para as relações públicas, está havendo um grande aquecimento e uma reação pró-ativa por parte dos profissionais mais experientes. Eles estão partindo para a constituição de empresas do setor: agências, assessorias e consultorias. A iniciativa está ampliando o mercado de trabalho e fazendo uma verdadeira sensibilização do empresariado quanto ao valor das RP’s para as suas empresas. Especialmente porque Minas é um dos maiores mercados brasileiros de empresas cuja demanda comunicacional é mais de ordem institucional – área em que as relações públicas apresentam as técnicas mais adequadas para se atingir os objetivos organizacionais. Ainda que a nomenclatura usada não seja a que designa a atividade e a profissão, são as práticas há muito identificadas e garantidas por lei, em conselho de classe, como típicas da profissão de relações públicas que poderão fazer a diferença para empresas e instituições com essas características.

Entre os serviços mais procurados, destacam-se: Diagnóstico Organizacional; Planejamento da Comunicação Integrada; Endomarketing; Pesquisa de Opinião; Publicações e Produções Audiovisuais Institucionais; Atendimento ao Consumidor; Assessoria de Imprensa; Propaganda Institucional; Marketing Corporativo, Cultural, Governamental e Político; Organização de Eventos e Ações Promocionais.


São os novos tempos da comunicação.

Fonte: O Norte.net - Eugênio Magno é Comunicólogo